O ex-presidente do Sporting foi ilibado de todos os crimes de que era suspeito no Caso de Alcochete. Em conversa com Cristina Ferreira, Bruno de Carvalho começou por destacar que neste momento "tem de lutar pelo bom nome, pela sua dignidade".

Questionado sobre se alguma vez "teve medo da sentença", Bruno de Carvalho confessou: "É lógico que qualquer pessoa normal que se vê envolvida num processo destes tem medo, porque foi tudo tão surreal... Este processo foi tão rebuscado que quando começa o julgamento, não me agradou 99% das sessões porque havia ali uma quase obsessão pelo Bruno de Carvalho".

Mas não ficou por aqui e acrescentou de seguida que havia "uma necessidade de tentar fazer uma ligação, em todas as sessões, a qualquer coisa que tivesse acontecido, fosse o que fosse, e o Bruno de Carvalho". "Quando se diz que o Ministério Público teve duas fases distintas e que as procuradoras foram diametralmente opostas, não é verdade. A nova procuradora tentou perceber ao máximo a minha ligação ou não a qualquer coisa que se tivesse passado", continuou.

Durante a conversa, Bruno de Carvalho afirmou ainda que "nunca foi ouvido na investigação". "À data eu era presidente do Sporting, no mínimo, como presidente do Sporting, eu devia ter sido ouvido sobre um facto que aconteceu contra a instituição Sporting", partilhou.

O antigo dirigente dos leões lamentou também o facto de ter "passado de presidente para terrorista". Para si, um dos maiores problemas neste momento "são as listas informais de terrorismo". "Qualquer pessoa que em algum momento da sua vida é suspeita de terrorismo, seja esse terrorismo de qual forma for, nunca mais sai das listas informais, independentemente dos resultados dos tribunais. O que acontece é que eu posso estar muito bem com a minha família e começar a ser incomodado em todos os aeroportos", frisou, mostrando-se, mais à frente, novamente preocupado com a família.

"O meu problema é muito mais a minha família e as repercussões para a minha família porque são estigmas que são criados e que são difíceis de sair", realçou.

Sobre a questão de sonhar ou não com o dia em que possa voltar a ser presidente do clube, Bruno de Carvalho respondeu: "A primeira coisa que eu gostava era de me ver reintegrado num clube que amo, como sócio. A partir daí, dentro das regras da democracia, é lógico que irei tentar".

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