O Reino Unido vai começar a enriquecer a farinha do pão com ácido fólico, numa tentativa de reduzir os graves defeitos congénitos que afetam cerca dois recém-nascidos por semana. Durante décadas, os médicos têm apelado para que o Reino Unido siga o exemplo de outros países, cerca de 80 no total, incluindo os Estados Unidos, e comece a adicionar ácido fólico para impedir defeitos de desenvolvimento como a espinha bífida, revela o jornal The Independent.

As mulheres grávidas e as que tentam engravidar já são aconselhadas a tomar diariamente 400 microgramas deste suplemento considerado essencial para o desenvolvimento do cérebro e do tubo neural. No entanto, este estágio crucial do desenvolvimento fetal ocorre nas primeiras 12 semanas da gravidez e algumas mães só percebem que estão grávidas posteriormente, o que será demasiado tarde para corrigir deficiências.

Os especialistas afirmam que o Reino Unido tem uma das taxas mais elevadas de defeitos do tubo neural na Europa e que o enriquecimento da farinha com ácido fólico poderia resolver o problema. Um estudo recente sugeriu que duas gravidezes são terminadas todos os dias no Reino Unido em consequência dos defeitos do tubo neural.

O jornal The Guardian adiantou que a primeira-ministra Theresa May apoia este plano para adicionar um suplemento de ácido fólico aos alimentos e assim tentar combater o problema. O The Royal College of Midwives, que representa as parteiras britânicas, apelou ao governo para introduzir a fortificação obrigatória “o mais rapidamente possível”, considerando que “ajudaria significativamente a reduzir o número de anomalias fetais relacionadas com deficiências de ácido fólico”.

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