Na sessão de apresentação do indicador, na Ordem dos Médicos, em Lisboa, o matemático Henrique Oliveira, especialista em sistemas dinâmicos, explicou que os dois indicadores que compõem a atual matriz de risco “não chegam” e “começam a dar uma visão parcial do problema”.

A proposta hoje apresentada, que resultou de um “trabalho de equipa” de especialistas do Instituto Superior Técnico e da Ordem dos Médicos, não deita fora os dois indicadores existentes – incidência e transmissibilidade (Rt) –, mas complementa-os com mais três: letalidade, internamentos em enfermaria e internamentos em unidades de cuidados intensivos.

A atual matriz “é lenta” e “são precisos indicadores mais rápidos”, sustenta Henrique Oliveira.

Na mesma sessão, o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, adiantou que a ministra da Saúde já recebeu a proposta de novo indicador e que esta sabia que havia uma equipa a trabalhar o assunto há mais de um mês.

“O Presidente da República já tem conhecimento [sobre o indicador], o Governo terá de decidir”, afirmou, sublinhando que a Ordem dos Médicos está disponível para prestar esclarecimentos sobre a nova ferramenta, que classifica como “democrática”, porque “pode ser feita em casa, por qualquer um”.

Sublinhando que aos especialistas compete “apresentar soluções e fazer recomendações”, o bastonário frisou que “era importante que quem tem responsabilidade olhasse e levantasse questões”.

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