O objetivo dos investigadores do King's College London foi identificar os pacientes que precisam de cuidados diferenciados por estarem em maior risco de desenvolver COVID-19 persistente, um doença que se caracteriza por um longo período de convalescença após os primeiros sintomas da infeção.

As descobertas da investigação têm por base a informação recolhida pela aplicação para smartphone "Covid Symptom Study", cujos dados são inseridos pelos próprios utilizadores.

Os resultados, que deverão ser publicados em breve num jornal científico, mostram que a COVID-19 persistente pode afetar qualquer pessoa, embora algumas características aumentem esse risco.

Que fatores estão relacionados com a COVID-19 persistente?

"Ter mais de cinco sintomas diferentes na primeira semana foi um dos principais fatores de risco identificados", explicou Claire Steves, do King's College London, à BBC.

A COVID-19 é mais do que apenas uma tosse e o vírus que a causa pode afetar órgãos de todo o corpo. Uma pessoa que teve tosse, fadiga, dor de cabeça, diarreia e perdeu o olfato corre maior risco do que alguém que teve apenas tosse.

O risco também aumenta com a idade, especialmente acima dos 50 anos. Ser do sexo feminino também parece ser um fator que aumenta a chance de desenvolver a doença, escreve a BBC. "Vimos nos primeiros dados que os homens correm muito mais risco de doenças muito graves e, infelizmente, de morrer por COVID-19, e parece que as mulheres correm mais risco de ter COVID-19 persistente", dizClaire Steves.

Nenhuma doença pré-existente foi associada à COVID-19 persistente, exceto ter asma ou doença pulmonar.

Os sintomas precisos da COVID-19 prolongada variam de paciente para paciente, mas a fadiga crónica é um dos mais comuns.

A pandemia de COVID-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 40,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.229 pessoas dos 106.271 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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