Segundo o relatório anual do Programa Global Contra a Malária da OMS, hoje divulgado, poderá haver entre 19 mil e 100 mil mortes adicionais consoante a pandemia da covid-19 tenha interrompido entre 10% e 50% dos tratamentos.

Em 2019, a malária, uma doença infeciosa causada por um parasita, matou 409 mil pessoas, 384 mil em África, o continente mais atingido, de acordo com a OMS.

O relatório realça o retrocesso da incidência da malária no mundo nos últimos 20 anos, especialmente em África, mas assinala que o progresso alcançado refreou nos últimos cinco anos, esperando-se que tal continue, de forma acentuada, em 2020.

"Em 20 anos conseguiu-se passar de 24,7 para 10,1 mortes por 100 mil habitantes, um decréscimo de 60%, mas nos últimos cinco anos a taxa conteve-se nos 15%", afirmou, citado pela agência noticiosa espanhola Efe, o diretor do Programa Global Contra a Malária da OMS, Pedro Alonso.

Em 2019, os casos de malária ascenderam a 229 milhões, um número praticamente idêntico ao de 2018, ano em que morreram 411 mil pessoas (mais 2.000 face a 2019).

África totalizava, no ano passado, 90% das infeções e mortes por malária. Metade dos contágios globais concentrava-se em seis país africanos (Nigéria, República Democrática do Congo, Tanzânia, Níger, Moçambique e Burkina Faso).

Nos países onde a malária é ainda uma doença endémica, muitos deles na África Subsariana, a covid-19, uma doença respiratória igualmente infeciosa, mas causada por um coronavírus, afetou 22 milhões de pessoas, matando 600 mil.

A OMS alerta, no relatório, para o insuficiente financiamento dos programas de luta contra a malária, um problema anterior à pandemia da covid-19 (no ano passado apenas foram recolhidos 3.000 dos 5.600 milhões de dólares para esta causa).

A pandemia da covid-19 provocou pelo menos 1.453.074 mortos resultantes de mais de 62,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência noticiosa francesa AFP.

A covid-19 é transmitida por um novo coronavírus (tipo de vírus) detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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