“Estamos sob uma ameaça muito grave, regresse a casa, não permaneça no espaço público”, avisa-se na gravação-áudio dos drones.

Os drones sobrevoaram zonas junto ao edifício Transparente, já nos limites com o concelho de Matosinhos, e junto ao forte de São João.

De manhã, a área litoral do Porto foi patrulhada por motos-4 da Polícia Municipal, que ordenaram a quem passeava que recolhesse às respetivas residências.

Polícias da Divisão de Trânsito do Porto estão também no local, no âmbito da estratégia daquela força policial de intensificar a visibilidade para desmotivar a presença de pessoas na rua sem necessidade urgente.

“Mas é curioso que quem anda na rua arranja sempre uma justificação”, lamentou uma fonte da PSP do Porto.

Mais a norte, na marginal de Esposende, o movimento é escasso e a zona está a ser vigiada pela GNR.

Já no sul do país, fonte do Comando de Faro da GNR disse à agência Lusa disse não ter noticia de “concentrações anormais” em zonas que, em condições normais, teriam muito movimento durante a tarde, nomeadamente o calçadão de Quarteira, Armação de Pera ou a Baixa de Albufeira.

Fonte do Comando-Geral da GNR completou que aquela força policial tem em curso, ou em planeamento, várias operações em todo o país, “designadamente em todo o Algarve”, direcionadas aos locais onde, por norma, se aglomeram pessoas, para a prática de atividades desportivas ou lúdicas.

“Para além das nossas patrulhas, há recurso a meios cinotécnicos e cavalaria, nos locais considerados adequados. No caso de Albufeira, os bares estão todos fechados, pelo que, na Avenida Sá Carneiro, pelo que não há nem se prevê que haja qualquer ajuntamento”, acrescentou.

A PSP está, por seu lado, a tentar travar o afluxo de pessoas ao Algarve a partir de Lisboa e de outras zonas a norte.

Nesse âmbito, enquadra-se a operação que aquela força policial montou na tarde de hoje no acesso para sul através da Ponte 25 de Abril que consistiu em fazer parar todos os automobilistas que seguiam naquele trajeto para os desmotivar a andar na via pública.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril, obrigando as populações a limitar as deslocações a razões imponderáveis.

Segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se no país 100 mortes, mais 24 do que na véspera (+31,5%), e registaram-se 5.170 casos de infeções confirmadas, mais 902 casos em relação a sexta-feira (+21,1).

Dos infetados, 418 estão internados, 89 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da COVID-19, já infetou mais de 600 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 28.000.

Dos casos de infeção, pelo menos 129.100 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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