Hoje, à margem de um encontro com trabalhadoras da Santa Casa da Misericórdia de Moscavide que estão sem salário desde outubro, Catarina Martins foi questionada pelos jornalistas sobre a medida anunciada, em entrevista ao Público, pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social de que as baixas para assistências aos filhos em caso de doença ou acidente vão ser pagas a 100%.

“A questão das baixas médicas pagas a 100% é uma questão que até foi alvo de projeto lei, em que o BE também teve iniciativa. Está a fazer o seu caminho, ainda bem. É uma causa que para nós é muito importante porque tem penalizado imenso pessoas que já estão fragilizadas pela doença e que depois ficam com um corte tão significativo no seu salário que acabamos por em Portugal ter esta situação terrível da doença condenar à pobreza. Isso tem de acabar”, começou por responder.

Além deste tema, de acordo com a líder do BE, estão a ser discutidas no parlamento “outras matérias importantes” como “garantir o descanso do cuidador informal, garantindo que há cuidadores formais que podem dar apoio para o cuidador informal ter esse direito ao descanso”.

“Estamos muito empenhados neste Orçamento do Estado em garantir que o acesso ao descanso do cuidador informal é real, ou seja, não só que há cuidados suficientes para a pessoa que tem dependência ter um cuidado numa instituição ou num apoio domiciliário para o cuidador poder descansar, mas garantir também que esse apoio é gratuito e não como até agora que obriga ao pagamento de 30 euros por dia, que muitas vezes as famílias não têm”, adiantou.

Depois, segundo Catarina Martins, há ainda a questão do acesso às creche, uma vez que “em Portugal é caríssimo ter uma criança numa creche”, existindo já “a ideia do complemento de creche”.

“Estão a ser feitos avanços no acesso à creche, nomeadamente das famílias com menores rendimentos, mas o BE não desiste desta bandeira muito importante que é a criação de uma rede de creches pública porque essa é a única forma de garantir que em todo o país todas as famílias e todas as crianças têm acesso a este serviço que é fundamental até aos três anos de idade”, assegurou.

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