O Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Indecopi), órgão público que cuida dos consumidores, encaminhou a ordem ao laboratório Mediline, produtor da substância, e à empresa Mercado Libre Peru, que a comercializa através do seu site.

A Indecopi, que funciona como tribunal, emitiu uma série de medidas cautelares ordenando o fim da comercialização do dióxido de cloro.

"O produto viria a ser oferecido como uma solução potencialmente segura e eficaz para superar a COVID-19, apesar de prejudicar a saúde dos seres humanos, já que não teria apoio científico ou autorização sanitária", indicou o Indecopi através de um comunicado.

O dióxido de cloro é um poderoso agente oxidante, usado como branqueador e desinfetante.

O Indecopi agiu após receber uma reclamação de uma pessoa afetada pelo consumo do produto, que o comprou induzido pela publicidade.

Na Bolívia, um comité científico que aconselha o governo também alertou em 29 de junho sobre o consumo de dióxido de cloro no tratamento do novo coronavírus e os seus graves danos à saúde.

O consumo de dióxido de cloro pode causar insuficiência respiratória, distúrbios sanguíneos, pressão arterial baixa, insuficiência hepática, anemia, vómitos e diarreia, segundo o comité boliviano.

O Peru regista 316.448 casos da COVID-19 e é o segundo país da América Latina com mais infecções depois do Brasil e o terceiro em mortes, atrás do Brasil e do do México, com 11.314 falecimentos.

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