João Paulo Gomes, investigador do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), revelou na terça-feira, durante o programa da RTP “É Ou Não É”, que a prevalência da variante Delta em Lisboa e Vale do Tejo é já de 70%, sendo ainda superior no concelho da capital.

Segundo o especialista, os resultados divulgados no domingo pelo INSA apontavam para "uma prevalência da variante Delta superior a 60% na região de Lisboa e Vale do Tejo, em contraste com a região Norte onde a prevalência desta variante se situará ainda inferior a 15%".

"Foi-nos possível durante os últimos dias fazer uma atualização dos dados que reportámos", acrescentou. "Neste momento, já está em 70%", concluiu, referindo que no concelho de Lisboa essas dados são "claramente acima de 70%".

Portugal continental registava na segunda-feira 306 surtos de COVID-19 ativos, incluindo dois em instituições de saúde, seis em lares e 136 em estabelecimentos de educação e ensino, indicam dados da Direção-Geral da Saúde avançados à agência Lusa. Comparando com 14 de junho, Portugal continental regista mais 65 surtos ativos, mas, apesar do aumento, a DGS nota que estes dados “contrastam drasticamente” com o máximo registado em fevereiro, quando chegaram a existir em Portugal continental 921 surtos ativos.

Maioria dos surtos em Lisboa

Mais de metade dos surtos de COVID-19 ativos concentra-se na Região de Lisboa e Vale do Tejo, com 203, mais 35 do que os registados em 14 de junho, enquanto a Região Norte regista 49 surtos, mais 19. A região do Algarve regista 26 surtos ativos, mais três do que na segunda-feira, o Alentejo 16, mais três, e a região Centro 12, mais cinco.

Segundo os dados da DGS, 116 surtos ativos são em estabelecimentos de educação e ensino dos setores público e privado (escolas, ensino superior, creches e demais equipamentos sociais)

"À data do reporte, existiam 666 casos de COVID-19 acumulados nesses surtos ativos, que dizem respeito a alunos, profissionais e coabitantes dos mesmos, parte dos quais já estarão recuperados", refere a autoridade de saúde em resposta enviada à Lusa

Sublinha ainda que se trata de “um número significativamente inferior ao início do ano”, no período em que as atividades letivas presenciais ainda decorriam, em que se chegaram a registar 190 surtos.

Existem também dois surtos ativos em instituições de saúde com quatro casos confirmados, refere a DGS, sem precisar as regiões onde se localizam.

Assinala ainda a existência de seis surtos em lares de idosos, cinco dos quais na região de Lisboa e Vale do Tejo e um na região do Algarve, que corresponde a 54 casos de COVID-19, parte dos quais já estarão recuperados.

“Também neste setor a redução do número de surtos tem sido significativa. Em fevereiro, Portugal registou o maior número de surtos ativos em lares de idosos: 405”, afirma a DGS, salientando que “a diminuição drástica neste contexto demonstra a importância que a vacinação tem tido no controlo da pandemia e na proteção da população mais vulnerável”.

O que é um surto?

Um surto ativo é constituído por dois ou mais casos confirmados com ligação epidemiológica entre si no tempo e no espaço. Só depois de terem decorrido 28 dias após a data do diagnóstico do último caso confirmado (dois períodos de incubação sem novos casos) é que o surto é dado como encerrado.

A pandemia de COVID-19 provocou, pelo menos, 3.875.359 mortos no mundo, resultantes de mais de 178,6 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 17.074 pessoas e foram confirmados 866.826 casos de infeção, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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