O Governo tinha criado em janeiro um grupo de trabalho para estudar e propor medidas que melhorem o funcionamento dos serviços de urgência, definindo que as propostas fossem apresentadas em quatro meses, até meados de maio.

Questionado pela agência Lusa, o gabinete de imprensa do Ministério da Saúde indicou que o grupo de trabalho entregou um “relatório preliminar” à secretaria de Estado da Saúde, que, entretanto, solicitou elementos adicionais que ainda aguarda.

No despacho publicado em 15 de janeiro em Diário da República, o Ministério da Saúde considerava que “urge criar condições para melhorar o funcionamento dos serviços de urgência”.

No diploma, a secretária de Estado da Saúde, Raquel Duarte, lembrava que os diferentes serviços de urgência do país têm optado por diversos modelos de organização, pretendendo que os diferentes modelos sejam estudados.

Uma das questões a avaliar seria, nomeadamente, a especialidade em medicina de urgência ou emergência. "A existência de equipas dedicadas tem impacto no funcionamento do serviço de urgência e funcionamento dos serviços hospitalares (...). Estes factos aliados ao reconhecimento, na comunidade médica, da medicina de urgência/emergência como uma competência/especialidade médica com características próprias torna necessária uma avaliação das práticas atuais nesta área", justificava o despacho.

O grupo de trabalho devia, até maio, propor “medidas de atualização e agilização” para “conseguir a melhoria da organização e trabalho dos profissionais, bem como dos serviços prestados à população nos serviços de emergência pré-hospitalar e urgências”.

O grupo é constituído por duas especialistas em medicina interna, um anestesiologista, um cirurgião geral, uma pediatra e um enfermeiro especialista. Integram também o grupo de trabalho elementos da Direção-geral da Saúde, da Ordem dos Médicos e dos Enfermeiros e um representante do INEM.

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