Todos os enfermeiros da ULSBA têm direito a 22 dias de férias, mas quem tem contrato de trabalho em funções públicas (CTFP) tem mais um dia de férias por cada dez anos de serviço e quem tem contrato individual de trabalho (CIT) não, disse hoje à agência Lusa Celso Silva, da direção regional do Alentejo do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

Por isso, os enfermeiros com CIT, que são "260", "independentemente dos anos de serviço, só têm 22 dias de férias", ou seja, "têm direito a menos dias do que os colegas com CTFP", o que "é uma discriminação negativa, sem qualquer tipo de fundamento e que não faz sentido", lamentou.

Na sexta-feira, o SEP vai entregar um abaixo-assinado, subscrito por "cerca de 250 enfermeiros" com ambos os vínculos de trabalho, a exigir ao conselho de administração da ULSBA "igualdade no direito a férias".

Contactado pela Lusa, o conselho de administração da ULSBA disse que irá receber o abaixo-assinado dos enfermeiros na sexta-feira e que "cumpre, com rigor e verdade, o Acordo Coletivo de Trabalho em vigor", no qual, reconheceu, "de facto, existe uma diferenciação relativamente ao número de dias de férias", mas que "não é responsabilidade" da instituição.

Segundo o sindicalista, na ULSBA, que integra o hospital de Beja e os centros de saúde de 13 dos 14 concelhos do distrito de Beja, à exceção de Odemira, "há enfermeiros com CIT e mais de dez anos de serviço que se sentem discriminados no direto a férias em relação aos colegas com CTFP".

"Esta discriminação não faz qualquer sentido" porque "os enfermeiros com CIT e com CTFP trabalham lado a lado e têm as mesmas responsabilidades", defendeu.

"Se a todos os enfermeiros, independentemente do vínculo, se exigem as mesmas responsabilidades, porque razão não são reconhecidos os mesmos dias de férias a ambos os vínculos", questionou Celso Silva.

O SEP exige que "o direito a férias seja igual para todos os enfermeiros, independentemente do vínculo de trabalho", disse o sindicalista, sublinhando tratar-se de "apenas e só de mais um dia de férias por cada dez anos de serviço",

"Não é uma reivindicação que custe dinheiro e seja difícil de conceder", frisou Celso Silva, referindo que haver igualdade no direito a férias dos enfermeiros "é uma questão de boa vontade".

Celso Silva frisou que o "problema de discriminação" no direito a férias dos enfermeiros, "infelizmente, não é exclusivo da ULSBA", já que também existe noutras unidades locais e entidades de saúde, havendo "umas que já igualizaram o direito e outras que não".

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