A Comissão Europeia alerta ainda para o facto de – ainda que não constem no relatório de 2019 hoje divulgado - foram registadas novas notificações relacionadas com o surto de COVID-19, nomeadamente, até 01 de julho, 63 referentes a máscaras faciais, três sobre fatos de proteção, três referentes a desinfetantes para mãos e outros tantos sobre lâmpadas de ultravioletas.

Entre 01 de março de 01 de julho, houve 10 ações de seguimento dos alertas recebidos sobre máscaras faciais e uma sobre desinfetante para mãos, levando a uma maior harmonização das medidas contra tais produtos nos 31 países que integram a rede (27 Estados-membros da UE, Islândia, Liechtenstein, Noruega e Reino Unido) melhorando assim a proteção dos consumidores.

Os brinquedos lideraram as notificações sobre produtos perigosos (29% do total), seguindo-se os veículos automóveis (23%) e os equipamentos e aparelhos elétricos (8%), segundo os dados de 2019.

Os riscos mais notificados diziam respeito a um produto causador de lesões (27%), como fraturas ou contusões. Os componentes químicos dos produtos foram a segunda maior preocupação assinalada (23 %), seguida pelo risco de asfixia de crianças (13%). Portugal contabilizou 46 notificações e 247 ações de seguimento, com os veículos motorizados a liderarem os alertas (96%), seguindo-se produtos químicos (2%) e mobiliário (2%).

Em relação aos riscos identificados, 80% respeitaram ao perigo de lesão, 16% de incêndio e 2% químicos.

As medidas tomadas vão desde a retirada ou destruição de um produto por parte de distribuidores e retalhistas antes de chegar às mãos dos consumidores, até à recolha dos produtos não seguros junto dos utilizadores.

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