Em declarações no final da reunião pública do executivo liderado por Fernando Medina (PS), o vereador Manuel Grilo (do BE) avançou que a unidade móvel “terá uma paragem na freguesia de Arroios e uma paragem da freguesia do Beato”.

A carrinha, que já foi adquirida e “está a ser adaptada”, vai funcionar com uma equipa constituída por um “enfermeiro e dois técnicos com formação em reanimação e em administração de antídotos em casos de ‘overdose’”, acrescentou.

O vereador, que assumiu também a pasta da Educação derivado de um acordo de governação do concelho firmado com o PS após as últimas eleições autárquicas, explicou que o município não irá divulgar a data concreta em que a carrinha começará a prestar apoio nas ruas da capital, mas apontou que “ao fim de um mês ou dois será feito um balanço de como está a correr”.

Manuel Grilo referiu ainda que estará aberta uma “linha de contacto direto com a polícia”, para que as forças policiais “deixem funcionar a carrinha”, e, ao mesmo tempo, “garantam a segurança das equipas” que estejam a prestar os cuidados aos utentes da unidade.

Na reunião, o executivo aprovou (com os votos contra do CDS-PP, e os votos favoráveis de PS, BE, PCP e PSD) a atribuição de apoios financeiros, de cerca de 136 mil euros, à associação Médicos do Mundo, e de cerca 61 mil euros ao Grupo de Ativistas em Tratamentos, “para suporte dos encargos relativos à criação e manutenção” da unidade móvel que irá funcionar como sala de consumo assistido.

“Hoje foi o pontapé de saída” para a unidade poder ir para a rua, declarou Manuel Grilo.

Além da unidade móvel, serão também criadas duas unidades fixas que ficarão localizadas na zona da Avenida de Ceuta e no Lumiar.

Na reunião, o vereador João Gonçalves Pereira, do CDS-PP, levantou reservas relativamente ao programa de consumo assistido, considerando que a unidade “não é mais do que uma espécie de ‘offshore’ de consumo de substâncias ilegais”.

Os centristas questionaram também se esta medida não porá em causa a reabilitação das pessoas toxicodependentes.

Também o vereador Jorge Alves, do PCP, quis saber como será garantida a segurança dos meio humanos afetos ao programa.

Em resposta, Manuel Grilo salientou que “este programa vai salvar vidas” e vai “contribuir para que alguns possam iniciar [outros] percursos que, de outra forma, não iniciariam”.

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, vincou que “a criação destas unidades tem-se revelado um elemento central de sucesso”.

Na reunião, os vereadores da capital aprovaram, também, por unanimidade, a proposta do CDS-PP que pretende dar início à candidatura do estuário do Tejo a Património Mundial da UNESCO.

Esta proposta já tinha estado agendada, mas acabou por ser adiada para que fosse apurada a existência de outras candidaturas no mesmo sentido.

Antes da votação, a vereadora Assunção Cristas (CDS) esclareceu que “não há nenhuma candidatura do estuário do Tejo à lista de património” da UNESCO.

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