Após sete mil dólares de despesas, três meses e meio de preparação, milhares de objetos selecionados e semanas de busca pelo modelo ideal, a fotógrafa norte-americana Alicia Rius é uma mulher feliz. Levou a bom porto o seu projeto de fotografia. Chama-lhe “A Dog´s Life” (que podemos traduzir como “Uma Vida de Cão”) e traz-nos o relato em imagem dos objetos – muitos- que acompanham o quotidiano de seis fiéis amigos.

Ao olharmos para o resultado desta série de seis imagens não temos a perceção imediata de todo o trabalho envolvido e que, da ideia até à concretização, envolveu mais de três anos de trabalho e perto de quatro meses de operacionalização do projeto.

Para a fotógrafa, a trabalhar a partir de Los Angeles, na Califórnia, há uma mensagem subjacente a todas as imagens capturadas. As diferentes raças de cães contam com personalidades distintas e assumem um sentido de posse face aos seus objetos. Alicia, uma apaixonada desde a infância por animais, explica-nos na sua página na internet: “Os itens que moldam a rotina diária dos cães, objetos que eles carregam, mantêm e até comem dão-nos indícios dos seus corações e mentes. Eles revelam-nos o que os deixa mais orgulhosos ou felizes”.

Na meia dúzia de fotografias que Alicia nos entrega vamos encontrar o “Neurótico” (“The Neurotic”, no original) com todos os seus brinquedos mastigados, a “Sénior” (“The Senior”, no original) que passa os dias em hospitais e sujeita a medicação, “A Princesa” (“The Princess”, no original) que vive num mundo cor-de-rosa e cercada de objetos extravagantes. Já “A Estrela do Espetáculo” (“The Best in Show”, no original) vive em concursos de beleza canina.

Por seu turno o “Atleta” (“The Fetcher”, no original), tem um quotidiano de obsessão, a tentar apanhar sempre alguma coisa. Finalmente o “Vagabundo” (“The Stray”, no original) vive sem teto, nas ruas, sobrevivendo com o que encontra.

Para além da dificuldade óbvia de trabalhar com animais em estúdio, procurando captar a expressão que melhor se molda com a sua personalidade e selecionar a composição equilibrada de objetos que acompanham os cães, Alicia deparou-se com o problema de encontrar os “modelos” certos: “Publiquei posts em vários grupos do Facebook e também usei o aplicativo Nextdoor pedindo cães que servissem de modelo. Julguei que seria mais fácil porque há tantos cães nesta cidade. No entanto, foi muito difícil encontrar os cães certos”, conta-nos. Isto porque a fotógrafa procurava animais de tamanhos diversos, pelagem de cor diferente e disponibilidade entre a agenda dos donos e os dias de estúdio.

No seu site a fotógrafa conta-nos detalhadamente todo o processo criativo.

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