Em criança, David Kracov não queria crescer e, na adolescência, não pensava em ser artista. Foi a arte do pintor Jackson Pollock e o ilustrador Keith Haring que influenciaram a sua decisão de enveredar por esta área. "Sou realmente abençoado por poder deixar a minha paixão guiar a minha vida. Pintar é o motivo de eu adorar acordar de manhã e de não querer prolongar o meu sono à noite", conta o artista plástico norte-americano.

Nascido em Boston, nos EUA, frequentou a prestigiada Rhode Island School of Design e começou a trabalhar como ilustrador antes de se interessar também pela escultura. David Kracov iniciou a carreira esculpindo personagens de filmes em argila que, depois, animava. Descoberto numa exposição de arte local, foi, pouco depois, contratado para criar um jogo de xadrez de edição limitada para a Warner Bros.

Mais tarde, em 1991, a Walt Disney Studios contrata-o para trabalhar numa das suas produções. David Kracov começou a sua carreira na animação na longa-metragem de 1992, "Cool World", rebatizada "Outro mundo" em Portugal, com Brad Pitt, Kim Basinger e Gabriel Byrne. A partir daí, não mais o largaram, tendo colaborado com outros estúdios. No seu portefólio, tem trabalhos em filmes como "O rei leão" e "Aladino".

Hoje, são as suas esculturas em aço, peças de coleção de edição limitada a 55 unidades que conquistaram personalidades como Steven Spielberg, Whoopi Goldberg e Lionel Richie, seus admiradores e clientes. A paleta de cores que David Kracov aplica nos seus trabalhos, que pode ficar a conhecer na galeria de imagens que se segue, é, habitualmente, vibrante embora a escolha dependa do seu estado de espírito.

Os trabalhos de David Kracov começam com o desenho de centenas de pequenas peças que são, depois, cortadas à mão a partir de uma folha de aço. São, depois, pintadas com tinta acrílica de polímero à base de água. Cada criação é desenvolvida individualmente para que não se encontrem duas peças iguais. "O trabalho de aço meticuloso e a atenção minuciosa aos detalhes permite que as minhas esculturas ganhem vida" conclui.

A inspiração, essa, pode vir de qualquer parte. "A pessoa que eu sou define o que eu crio e o que eu crio é a definição de quem sou", afirma o artista norte-americano, que expõe regularmente os seus trabalhos em galerias de todo o mundo. "É na tragédia que encontro a inspiração. Sei a que é que isto vos deve soar, mas uso as cores para transformar a tragédia em beleza, enfrentar a adversidade e sair vitorioso", defende David Kracov.

Newsletter

Receba o melhor do SAPO Lifestyle diariamente no seu email.

Notificações

Os temas mais inspiradores e atuais estão nas notificações do SAPO Lifestyle.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.