Rita Completo é uma mulher com um trajecto profissional peculiar. Licenciada em Química, trabalhou nesta área muitos anos, até que a vida lhe mostrou que tinha algo diferente reservado para si. Hoje, como consultora de imagem, encontrou uma forma de ajudar outras mulheres a sentirem-se plenamente realizadas e confiantes, o que a deixa a si própria também realizada.

Quem é a Rita Completo, empreendedora?

Que pergunta interessante. Tendo em conta que eu sempre ambicionei um emprego seguro, com um ordenado seguro, só posso realmente dizer que a vida dá muitas voltas. Neste momento, por opção própria, sou empreendedora e isso tem-me ensinado tantas coisas. Sinto-me uma pessoa tão diferente de há uns anos atrás que nem parece real o que já fui. Estou numa fase da minha vida em que a aprendizagem é a palavra-chave e é isso que sinto enquanto empreendedora. Sinto que estou a percorrer um caminho fantástico, quer em termos de carreira profissional, quer em termos de desenvolvimento pessoal.

Para ser totalmente honesta, tenho também de confessar que existe um "medo" associado. No entanto, considero que este sentimento faz parte do ser humano e é também útil para nos fazer equilibrar as decisões. Estou a aprender a aceitar o bom e o "menos bom" de ser empreendedora. Tal como disse, tudo se resume a aprendizagem e isso é maravilhoso.

Como descobriu a consultoria de imagem?

Agora que olho para trás, acho que foi uma situação muito peculiar na minha vida e com um desfecho incrível. Eu sou licenciada em Química e exerci nessa área ainda bastantes anos.

Tinha eu 30 anos e, sem razão aparente, dei comigo a pensar que não me sentia bem com a minha aparência. Não foi uma questão de me sentir feia ou bonita, mas sentia que algo não estava bem. Para entender melhor o que se passava, coloquei-me em frente ao espelho e fiquei a olhar para o meu reflexo durante uns minutos. E eis que de repente percebi: a mulher que estava no meu espelho não era eu.

Eu sempre fui uma pessoa optimista, divertida e cheia de força. Naquele momento, a mulher que estava no meu espelho não era nada disso, nem tão pouco parecia ter 30 anos. O que eu vi foi uma rapariga com menos de 20 anos e muito apagada.

Ora bem, havia um problema, logo teria de haver uma solução e eu fui à procura dela. Foi então que descobri a consultoria de imagem. Comecei a frequentar workshops e contratei uma consultora de imagem para uma análise do meu guarda-roupa. Toda eu renasci enquanto mulher. Não satisfeita com a informação que tinha, resolvi frequentar o curso de Consultora de Imagem. E só nessa altura pensei que podia realmente ajudar outras mulheres.

Depois disso decidi começar a fazer alguns trabalhos, mas ainda em part-time, pois tinha o meu emprego no laboratório. Mas, de facto, fui-me sentindo mais feliz com esta actividade e vendo como conseguia fazer diferença na vida das minhas clientes, chegou uma altura em que tive de decidir. E aqui estou eu perante vós como consultora de imagem.

A consultoria de imagem é um luxo que apenas faz sentido para uma elite, ou é algo que está ao alcance de qualquer mulher?

A verdade é que muitas mulheres ainda pensam na consultoria de imagem como algo fútil e associado a uma elite muito específica. Com o que se vê na nossa televisão não posso condenar este pensamento. No entanto, garanto que cuidar da nossa imagem e auto-estima não é um luxo de algumas, é um direito e dever de todas nós.

A consultoria de imagem não se resume a estar "na moda" ou criar uma imagem glamorosa que em nada traduz a nossa personalidade. Trata-se essencialmente de equilibrar a nossa imagem com aquilo que somos internamente. Trazer a nossa beleza interior para o exterior. Sim, porque a mulher deve sentir-se maravilhosa em todas as suas vertentes. O objetivo é ajudá-las a criar um estilo pessoal coerente com o seu tipo de corpo, personalidade, gosto pessoal e rotinas diárias. Algo com que se sintam bonitas, confortáveis e super confiantes em todas as alturas da vida.

Quem são as suas clientes e porque a procuram?

As minhas clientes são mulheres reais, como eu costumo dizer. São mulheres como eu e como todas as que irão ler este artigo. São mulheres com vidas normais, inseguranças reais e também finanças reais.

Por vezes querem conhecer melhor o seu corpo e que peças as favorecem, por vezes querem apenas simplificar o seu guarda-roupa e torná-lo mais funcional e económico, por vezes precisam de melhorar a sua auto-estima. Enfim, as razões são variadíssimas.

A situação mais comum consiste em pedidos para ajuda nas compras. No entanto, tento sempre perceber a situação e, na maioria das vezes, acabo por fazer a gestão do guarda-roupa. Frequentemente as minhas clientes nem precisam de comprar roupa, mas sim aprender a conjugar o que têm. Recebo muitos sorrisos quando digo que não precisam de comprar nada.

Um dos casos que mais me marcou, em que percebi que se tratava mesmo de um problema de auto-estima, foi quando no fim a cliente abraçou-se com lágrimas nos olhos. Fiz um esforço enorme para não chorar e é por isso que sou tão feliz na minha profissão.

Tem feito um percurso muito interessante no grupo Mulheres à Obra, onde tem partilhado conteúdos interessantes que geram bastante interação. Que vantagens traz para o seu negócio?

A minha opção de partilhar conteúdo relevante, e que eu sinto que realmente ajuda e inspira, não é de agora, mas a verdade é que no grupo têm tido uma adesão muito boa. O que faz bastante sentido, pois este já tem um bom público-alvo segmentado para o meu negócio. São mais de 80.000 mulheres.

Tenho chegado a muitas mulheres, o que me tem ajudado bastante na angariação de clientes, quer para os serviços particulares, quer para os workshops. Mas, na verdade, este grupo dá-me muito mais do que isso. Tenho conhecido mulheres fantásticas que passaram a fazer parte da minha vida, quer como parceiras de negócio, quer como amigas. Estou muito feliz.

5 dicas para uma gestão eficiente do nosso guarda roupa:

  1. Tenham apenas peças que realmente adoram;
  2. Conheçam o vosso corpo e saibam que peças vos favorecem;
  3. Avaliem bem as vossas rotinas e o que é adequado;
  4. Desapeguem-se sem medos das peças que não fazem sentido;
  5. Tenham maioritariamente peças que consigam usar em diversas situações (versáteis).

Saiba mais sobre Mulheres à Obra aqui.

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