O príncipe Harry arriscou o surgimento de mais um escândalo público com o pai ao ter comentado as suspeitas que pairam há meses sobre doações que foram feitas para causas solidárias do príncipe Carlos.

No passado fim de semana, o duque de Sussex revelou que ficou de "relações cortadas" com Mahfouz Marei Mubarak, um bilionário saudita que doou avultadas quantias - mais de um milhão e meio de euros - ao trabalho de caridade desenvolvido pelo pai.

O príncipe garante que o 'virar de costas' aconteceu em 2015, um ano antes do empresário ter sido distinguido com a Excelentíssima Ordem do Império Britânico (CBE), uma ordem da cavalaria britânica concedida na altura pelo príncipe Carlos.

Harry referiu que tinha "preocupações" com os "motivos" que levaram o empresário a fazer as referidas doações. Este nota que chegou a ter uma reunião privada com Mahfouz, daí a decisão em afastar-se.

O filho mais novo de Diana e Carlos descarta assim o seu envolvimento naquilo que descreve como o 'escândalo da CBE', insistindo que sempre desconfiou das intenções do bilionário tendo chegado a partilhá-las com a família real.

Note-se que nos últimos meses o príncipe Carlos foi alvo de uma série de críticas e de uma investigação privada, precisamente devido à sua proximidade com Mahfouz.

Suspeita-se que o dinheiro tenha apenas servido para o bilionário saudita conquistar a cidadania britânica e ter acesso à distinção.

Comentando o sucedido, a Clarence House, que representa o príncipe Carlos, já esclareceu que este "não tinha conhecimento" do dinheiro envolvido apenas para aceder a privilégios.

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