Portugal regista esta segunda-feira mais 1.475 casos de COVID-19 e 18 óbitos associados à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde o início da pandemia, morreram 18.339 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 1.123.758 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 658 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 1.059.660 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com mais novas notificações, num total de 33,7% dos diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.792 (+8), seguida do Norte com 5.629 óbitos (+2), Centro (3.229, +4) e Alentejo (1.058, =). Pelo menos 499 (+2) mortos foram registados no Algarve. Há 84 mortes (+2) contabilizadas na Madeira. Nos Açores registam-se 48 (=) óbitos associados à doença.

Internamentos sobem

Em todo o território nacional, há 628 doentes internados, mais 31 do que ontem, e 93 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais quatro do que no dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 45.759 casos ativos da infeção em Portugal — mais 799 do que ontem — e 44.930 pessoas em vigilância pelas autoridades — mais 1.179 do que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 432.802 (+497), seguida da região Norte (424.744 +470), da região Centro (154.294, +159), do Algarve (46.727, +176) e do Alentejo (41.485, +108). Nos Açores existem 9.860 casos contabilizados (+3) e na Madeira 13.846 (+62).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 228,9 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes - superior aos 191,2 casos de sexta-feira - e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,19, superior ao valor registado há três dias. Com estes valores, o país está fora do quadrante verde da matriz de risco, passando para uma zona de risco.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 1,20. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Imagem do boletim da DGS
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.964 registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.926), entre 60 e 69 anos (1.671) entre 50 e 59 anos (528), 40 e 49 anos (185) e entre 30 e 39 anos (47, =). Há ainda 13 mortes (=) registadas entre os 20 e os 29 anos, duas (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 9.602 são do sexo masculino e 8.737 do feminino.

A faixa etária entre os 20 aos 29 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 182.280 infeções, seguida da faixa etária dos 40 e os 49 anos, com 180.037, e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 165.217. Logo depois, surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 152.735 infeções reportadas. A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 120.230, entre os 60 e os 69 anos soma 104.374 e a com 80 ou mais anos totaliza 78.785 casos. Por último, surge a faixa etária dos 0-9 anos com 72.642 infeções reportadas desde o início da pandemia.

Desde o início da pandemia, houve 521.164 homens infetados e 601.822 mulheres, sendo que se desconhece o género de 772 pessoas.

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Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Balanço mundial

A pandemia de COVID-19 matou pelo menos 5.148.939 pessoas em todo o mundo desde dezembro de 2019, segundo um balanço até às 11:00 de hoje realizado pela agência France-Presse com base em fontes oficiais. No total, 256.913.380 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados no mesmo período.

Uma grande parte dos casos menos graves ou assintomáticos continuam por detetar, apesar da intensificação dos processos de despistagem adotados em vários países.

Nas últimas 24 horas registaram-se mais 4.373 mortes e 394.226 casos de covid-19 em todo o mundo. Os países que registaram o maior número de mortes nos seus balanços mais recentes são Rússia com 1.241 mortes, a Ucrânia (326) e a Índia (249).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 771.118 mortes para 47.730.591 casos, de acordo com o balanço realizado pela Universidade Johns Hopkins. Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 612.659 mortes e 22.017.276 casos, a Índia com 465.911 mortes (34.518.901 casos), o México com 292.471 mortes (3.863.362 casos) e a Rússia com 265.336 mortos (9.366.839 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que apresenta o maior número de mortos em relação à sua população, com 609 mortos por 100.000 habitantes, seguido pela Bulgária (391), Bósnia-Herzegovina (372), Montenegro (357), Macedónia do Norte (357), Hungria (339) e República Checa (300).

A América Latina e Caraíbas totalizaram até hoje 1.534.930 mortes para 46.464.227 casos, a Europa 1.485.491 mortes (81.032.638 casos), a Ásia 889.965 mortes (56.826.805 casos), os Estados Unidos e Canadá 800.611 mortes (49.495.712 casos), a África 221.579 mortes (8.585.811 casos), o Médio Oriente 213.203 mortes (14.213.621 casos) e a Oceânia 3.160 mortes (294.571 casos).

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