Portugal regista esta terça-feira mais 43.729 casos de COVID-19 - um novo recorde - e 46 óbitos associados à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde março de 2020, morreram 19.380 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 1.950.620 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 42.055 casos de recuperação - um novo máximo - nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 1.598.454 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região Norte é a área do país com mais novas notificações, num total de 41,42% dos diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 8.174 (+25), seguida do Norte com 5.883 óbitos (+11), Centro (3.414, +6) e Alentejo (1.103, =). Pelo menos 609 (+1) mortos foram registados no Algarve. Há 142 mortes (+3) contabilizadas na Madeira. Nos Açores registam-se 55 (=) óbitos associados à doença.

Internamentos a subir

Em todo o território nacional, há 1.955 doentes internados, mais 17 face ao valor de ontem, e 160 em unidades de cuidados intensivos (UCI), menos 14 em relação ao dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 332.786 casos ativos da infeção em Portugal — mais 1.628 do que ontem — e 324.954 pessoas em vigilância pelas autoridades — mais 23.793 do que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 765.436 (+13.987), seguida da região Norte (717.836 +18.116), da região Centro (260.089 +6.339), do Algarve (75.302, +1.160) e do Alentejo (64.824 +1.394).

Nos Açores existem 18.835 casos contabilizados (+616) e na Madeira 48.298 (+2.117).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência superior a 3.840 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,13. Com estes valores, o país mantém-se fora da zona de segurança da matriz de risco.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 1,13. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Imagem do boletim da DGS
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 12.536 registadas (+25) desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (4.215, +12), entre 60 e 69 anos (1.781, +4) entre 50 e 59 anos (574, +2), 40 e 49 anos (199, +2) e entre 30 e 39 anos (51, +1). Há ainda 18 mortes registadas (=) entre os 20 e os 29 anos, três (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 10.198 são do sexo masculino e 9.182 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 331.439 infeções (+7.798), seguida da faixa etária dos 20 aos 29 anos, com 326.953 (+5.424), e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 301.426 (+6.723). Logo depois, surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 266.992 reportadas (+2.389). A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 213.918 (+4.853), entre os 60 e os 69 anos soma 165.950 (+2.583) e a dos 0-9 anos tem 145.841 infeções reportadas (+7.759) desde o início da pandemia. Por último, surge a faixa etária dos 70 aos 79 anos, que totaliza infeções 96.795 (+1.343) e dos 80 ou mais anos, com 94.889 casos (+829).

Desde o início da pandemia, houve 915.852 homens infetados e 1.032.692 mulheres, sendo que se desconhece o género de 2.076 pessoas.

Vídeo - O que é que as vacinas têm feito por nós?

Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Mais de 4 milhões de doses de reforço

Portugal já administrou mais de quatro milhões de doses de reforço da vacina contra a COVID-19 e, no total, são já perto de 20,2 milhões as doses administradas desde o início da campanha de vacinação.

Segundo os dados divulgados pela Direção-Geral da Saúde (DGS), até final do dia de segunda-feira das mais de quatro milhões de doses de reforço administradas, mais de dois milhões (2.041.675) foram a utentes com 65 anos ou mais.

"A vacinação é a melhor forma de proteção contra a doença grave, internamentos e morte", recorda a DGS, em comunicado, reforçando o apelo para que as pessoas com mais de 40 anos que ainda não estão vacinadas com a dose de reforço e são elegíveis efetuem o agendamento.

Portugal fez mais de 30 milhões de testes à COVID-19 desde o início da pandemia, segundo os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Os dados do INSA, que reportam ao final da semana passada (dia 14), indicam que foram feitos em Portugal cerca de 17,7 milhões de testes TAAN/PCR e perto de 12,4 milhões de testes rápidos de antigénio (TRAg) de uso profissional.

Veja ainda: Estes são os vírus mais letais do mundo

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