Portugal regista esta segunda-feira mais 291 casos de COVID-19 e três óbitos associado à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde o início da pandemia, morreram 18.100 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 1.080.097 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 392 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 1.031.792 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com mais novas notificações, num total de 35% dos diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.707 (=), seguida do Norte com 5.585 óbitos (+3), Centro (3.169, = ) e Alentejo (1.047, =). Pelo menos 475 (=) mortos foram registados no Algarve. Há 44 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 73 óbitos (=) associados à doença.

Internamentos sobem

Em todo o território nacional, há 312 doentes internados, mais 17 do que ontem, e 62 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais um do que o dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 30.205 casos ativos da infeção em Portugal — menos 104 do que ontem — e 21.174 pessoas em vigilância pelas autoridades — menos 222 do que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 417.135 (+102), seguida da região Norte (413.475 +93), da região Centro (144.738, +31), do Alentejo (39.783, +22) e do Algarve (43.373, +16). Nos Açores existem 9.139 casos contabilizados (+22) e na Madeira 12.454 (+5).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 84,3 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes – ligeiramente superior aos 84,2 casos de sexta-feira - e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,01, mais do que os 1,00 de há três dias. Com estes valores, o país deixa de estar na zona verde da matriz de risco, passando para uma zona de risco.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 1,02. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Matriz de risco da DGS
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.809 registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.875), entre 60 e 69 anos (1.646) entre 50 e 59 anos (523), 40 e 49 anos (182) e entre 30 e 39 anos (47, =). Há ainda 13 mortes (=) registadas entre os 20 e os 29 anos, duas (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 9.495 são do sexo masculino e 8.605 do feminino.

A faixa etária entre os 20 aos 29 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 175.830 infeções, seguida da faixa etária dos 40 e os 49 anos, com 173.252, e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 159.178. Logo depois, surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 147.355 infeções reportadas. A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 116.072, entre os 60 e os 69 anos soma 100.036 e a com 80 ou mais anos totaliza 76.759 casos. Por último, surge a faixa etária dos 0-9 anos com 67.352 infeções reportadas desde o início da pandemia.

Desde o início da pandemia, houve 499.336 homens infetados e 580.019 mulheres, sendo que se desconhece o género de 742 pessoas.

Vídeo - O que acontece ao SARS-CoV-2 quando entra em contacto com o sabão?

Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Balanço mundial

A pandemia provocada pelo novo coronavírus já fez pelo menos 4.895.733 mortos em todo o mundo desde que foi notificado o primeiro caso na China, segundo o balanço diário da agência France-Press. Mais de 240.607.730 pessoas foram infetadas pelo novo coronavírus em todo o mundo, segundo o balanço de hoje com base em fontes oficiais.

No domingo, registaram-se 4.011 mortes e 296.522 novas infeções, segundo os números coligidos e divulgados pela agência. Os países que registaram mais mortes nesse dia foram a Rússia (998), Roménia (299) e Irão (199).

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais afetado, tanto em número de mortes como de infeções, com um total de 724.317 mortes e 44.933.409 casos, segundo os dados da universidade Johns Hopkins. Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 603.282 mortes e 21.644.464 casos, a Índia com 452.290 mortes (34.081.315 casos), o México com 284.381 mortes (3.757.056 casos) e a Rússia com 224.310 mortos (8.027.012 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 606 mortes por 100.000 habitantes, seguido pela Bósnia (339), Macedónia do Norte (333), Montenegro (322), Bulgária (320) e Hungria (314).

Em termos de regiões do mundo, América Latina e Caraibas totalizaram 1.508.833 mortes para 45.531.176 casos, Europa 1.354.283 mortes (70.963.153 casos), Ásia 857.020 mortes (55.132.616 casos), Estados Unidos e Canadá 752.805 mortes (46.612.955 casos), África 215.496 mortes (8.434.262 casos), Médio Oriente 204.767 mortes (13.709.000 casos) e na Oceânia 2.529 mortes (224.573 casos).

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