Desde o início da pandemia, Portugal registou 6.191 mortes associadas à COVID-19 e 376.220 casos de infeção. Em relação a domingo, contam-se mais 57 óbitos, 2.099 infetados e 2.370 recuperados. Ao todo há já 299.603 casos de recuperação assinalados relacionados com a doença em território nacional.

O Norte, com 858 novos casos, é a área do país com mais novas notificações, com 40,9% do total de diagnósticos nas últimas 24 horas em Portugal. 

Empresa portuguesa testa medicamento com células estaminais contra a COVID-19
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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 2.926 óbitos (+28 do que ontem), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (2.130 +17), Centro (872 +6) e Alentejo (169 +5). Pelo menos 64 (=) mortes foram registadas no Algarve. Há 21 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se nove óbitos (+1) associados à doença.

Em todo o território nacional, há 3.158 doentes internados, mais 131 que ontem, e 502 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais 19 do que no domingo.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 70.426 casos ativos da infeção em Portugal – menos 328 que ontem - e 85.149 pessoas em vigilância pelas autoridades – mais 2.558.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região Norte é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 194.910 (+858), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (121.435 +711), da região Centro (41.243 +352), do Alentejo (9.173 +105) e do Algarve (6.623 +34). Nos Açores existem 1.581 (+23) casos confirmados e na Madeira existem 1.255 (+16).

Veja aqui a incidência de casos nos últimos 14 dias no seu concelho.

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Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 4.185 mortes registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (1.258), entre 60 e 69 anos (512), entre 50 e 59 anos (161), 40 e 49 anos (55) e entre 30 e 39 anos (12).

Há ainda cinco mortes registadas entre os 20 e os 29 anos, duas entre os 10 e os 19 anos e uma entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 3.223 são do sexo masculino e 2.968 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 62.464 casos, seguida da faixa etária entre os 20 e os 29 anos, com 58.075, e da faixa etária dos 30 e os 39 anos, com 56.410.

Desde o início da pandemia, houve 168.949 homens infetados e 207.134 mulheres, sendo que se desconhece o género de 137.

Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje
Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje créditos: SAPO

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Países da UE discutem hoje resposta urgente e coordenada à nova variante

Os países da União Europeia (UE) vão reunir-se hoje, ao mais alto nível político, para coordenar respostas à nova variante do SARS-CoV-2 descoberta no Reino Unido, numa reunião de emergência convocada pela presidência alemã do Conselho.

A informação foi avançada no domingo pelo porta-voz da atual presidência alemã da UE, Sebastian Fischer, que numa publicação na sua conta oficial da rede social Twitter indicou que a Alemanha “convidou os Estados-membros para uma reunião urgente” do Mecanismo Integrado da UE de Resposta Política a Situações de Crise (IPCR).

A reunião é realizada por videoconferência, dada a pandemia, e arranca pelas 11:00 de Bruxelas (10:00 em Lisboa), tendo como único ponto da agenda a “coordenação das respostas da UE à recém identificada variante daCOVID-19 no Reino Unido”, segundo Sebastian Fischer.

O IPCR foi ativado pela primeira vez no âmbito da pandemia de COVID-19 em janeiro deste ano, ainda na então presidência croata da União, para os países partilharem informações entre si, e tem-se mantido ativo também na liderança alemã da UE dada a situação epidemiológica na Europa.

A ativação deste mecanismo é o quadro da UE para a coordenação de crises transfronteiriças ao mais alto nível político, apoiando a tomada rápida e coordenada de decisões em situações de crise graves e complexas.

Segundo o Instituto Ricardo Jorge, ainda não foram identificados em Portugal casos da nova variante do SARS-CoV-2, que é até 70% mais contagiosa. Outros Estados-membros como Alemanha, Holanda, Bélgica, Itália, Áustria, França e Bulgária também adotaram medidas restritivas, como suspensão de viagens aéreas ou ferroviárias.

As autoridades britânicas alertaram a Organização Mundial da Saúde sobre a descoberta da nova variante do SARS-CoV-2, que é mais facilmente transmissível, embora não haja provas de que seja mais letal ou que possa ter impacto na eficácia das vacinas desenvolvidas.

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