Na conferência de imprensa diária sobre a situação epidemiológica da covid-19 em Portugal, Graça Freitas apelou várias vezes para que os infetados com covid-19 e as pessoas que estão em vigilância se mantenham em isolamento.

Questionada sobre as razões deste apelo, a diretora-geral da Saúde (DGS) explicou que a perceção do risco determina os comportamentos das pessoas e estes diferem ao longo da epidemia.

“Se eu não tiver muito a sensação de que corro riscos e que posso por outros em risco, tenderei a sair, conviver e a juntar-me a outras pessoas”, disse.

A diretora-geral acrescentou que, nesta altura da epidemia, há vários indicadores, através de estudos que estão a ser feitos pela academia, que referem que a perceção do risco e do perigo começam a ser menores.

“As pessoas estão aliviadas, mais descontraídas, portanto se essa perceção é menor é mais normal que tendam a abandonar o estado de isolamento e de confinamento”, sustentou, ressalvado que se está “a falar de contágio e de uma doença que passa de umas pessoas para as outras”.

“Quem está doente ou suspeita que possa estar, não deve circular, nem em Lisboa nem fora de Lisboa. Deve ficar em sua casa”, sublinhou Graça Freitas, frisando que “a regra é ficar em casa” e “não devem ir nem para a casa do lado”.

Portugal contabiliza pelo menos 1.465 mortos associados à covid-19 em 33.969 casos confirmados de infeção, segundo o boletim da DGS divulgado hoje.

Relativamente ao dia anterior, há mais 10 mortos (+0,7%) e mais 377 casos de infeção (+1,1%).

O número de pessoas hospitalizadas subiu de 445 para 475, das quais 64 se encontram em unidades de cuidados intensivos (mais seis).

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