"Em setembro de 2019 mais de 40 mil pessoas em Portugal marcharam sob o grito "Não há planeta B", mais de 6 milhões mundialmente, mas não estamos mais próximos dos cortes necessários para evitar o colapso civilizacional", afirma a ativista.

"Não podemos esperar mais. As instituições falharam. Está na hora de tomarmos a iniciativa climática nas nossas próprias mãos. Está na hora de assumirmos a responsabilidade que a história colocou nos nossos ombros", prossegue.

Os jovens prometem fazer greve às aulas até que 350 pessoas assinem o compromisso VAMOS JUNTAS, onde se lê "comprometo-me a sair às ruas este outono para uma ação disruptiva de desobediência civil se ao meu lado estiverem presentes mais 350 pessoas comprometidas à ação".

A acção de que falam é o bloqueio da Refinaria de Sines, a infraestrutura nacional mais poluente segundo o inventário nacional de emissões, desenvolvido pela Greve Climática Estudantil e pela Climáximo no âmbito do Acordo de Glasgow, um acordo internacional que surge em resposta ao que os colectivos descrevem como falhanço institucional.

"Uma transição justa é urgente e imprescindível, e uma transição justa, ao contrário do que o Governo pensa, não é, por exemplo, encerrar a refinaria de Matosinhos para concentrar a refinação em Sines, é ainda menos encerrar postos de trabalho, em plena pandemia, sem qualquer plano de requalificação,  desamparando milhares de famílias que dependiam daqueles rendimentos" frisa a ativista. Vamos à escola, mas ficaremos à porta, podemos chumbar por faltas e assumimos esse risco. A sociedade tem de agir. Se não formos nós, não será ninguém#, declara.

A organização apela à adesão à greve permanente. "Montámos uma infraestrutura de acompanhamento aos estudantes que pretendam juntar-se à greve", garante.

A integração é feita através do site da organização.

A iniciativa é lançada uma semana antes das próximas manifestações climáticas internacionais. Consulte a informação sobre as manifestações em Portugal aqui.

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