O desafio, que reúne já milhares de escolas em todo o mundo, passa por cada escola inscrita fazer pelo menos uma aula ao ar livre. Nenhuma disciplina fica de fora. Seja matemática, ciências ou línguas as sugestões são muitas e há mesmo materiais prontos a usar na plataforma www.diadeaulasaoarlivre.pt.

Segundo o relatório relatório Natural Connections Demonstration Project, de 2017, 97% dos professores entrevistados acreditam que “o recreio ao ar livre na escola é fundamental para que as crianças alcancem todo o seu potencial”.

No entanto, 41% relatam que as pressões curriculares os impedem de permitir que as crianças tenham mais tempo livre ou aulas ao ar livre. No mesmo estudo, no entanto, dois terços (67%) dos professores em todo o mundo relatam que o comportamento melhora após as crianças brincam ao ar livre, e 80% relatam maior envolvimento nas aulas.

Em plena era digital, em que se torna flagrante a diminuição do tempo que as crianças têm ao ar livre, tanto na escola como em casa, são cada vez mais os fóruns que debatem esta questão. Pais, professores e profissionais de saúde começam a reconhecer os claros benefícios que retiram deste tipo de experiência.

A Associação Movimento Bloom “tem desenvolvido, ao longo dos anos, uma série de iniciativas que envolvem, quer os pais quer as escolas, na missão de religar as crianças à Natureza pelo que faz todo o sentido liderarmos em Portugal esta campanha”, refere Mónica Franco, uma das Fundadoras da associação.

Esta iniciativa, que tem por objetivo fazer com que cada vez seja maior o número de crianças que brincam e aprendem ao ar livre, ambiciona ainda que este dia simbólico “tenha repercussões na vida familiar e na comunidade escolar ao longo de todo o ano, evidenciando o impacto que tem o brincar, em contacto com o meio natural, no desenvolvimento saudável das crianças. Somos 110 países a dinamizar, cada um localmente, a campanha. Globalmente a iniciativa conta com mais de 1.624.000 crianças inscritas, dessas mais de 56.000 em Portugal. O objetivo comum é garantir que todas as crianças em qualquer país do mundo tenham pelo menos 90 minutos diários de brincadeira não estruturada ao ar livre” , sublinha Mónica Franco.

Sobre o ‘Dia de Aulas ao Ar Livre’

Em 2012, um pequeno número de escolas em Londres celebrou a aprendizagem ao ar livre como parte da sua nova campanha fundada por Anna Portch, o ‘Dia de Esvaziar a Sala de Aula’. Em 2015 participavam já mais de 600 escolas de 15 países e, em 2016, a Project Dirt, uma das organizações fundadoras, aliou-se ao projeto Dirt is Good da Unilever, para tornar este movimento mundial.

Após consulta a inúmeros dirigentes educativos, especialistas em diversão e ONG’s de todo o mundo, a campanha mundial tornou-se no ‘Dia de Aulas ao Ar Livre’.

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