A coleção feminina para primavera-verão 2020 foi toda criada pela estilista Silvia Venturini Fendi após a morte de Karl Lagerfeld em fevereiro, o que representa um novo início para a marca romana.

"A emoção continua a ser forte, é a minha primeira coleção feminina sem o Karl. Ele era parte da Fendi, trabalhou 54 anos connosco, isso é muito importante", disse a estilista após o desfile.

A colaboração de Lagerfeld com a Fendi começou em 1965, um recorde de longevidade na história da moda.

Desfile da Fendi na Semana da Moda de Milão
créditos: MARCO BERTORELLO / AFP

"Esse amanhecer tão ensolarado é a ideia de um novo dia que começa, de novas páginas por escrever, mas também é o entusiasmo de um dia de verão", disse Silvia Venturini Fendi.

A paleta de cores da coleção é brilhante, luminosa, solar. A matéria-prima é natural e inclui algodão orgânico, além de misturas com esponjas e peles.

Os looks são inspirados nos anos 1960 e a banda sonora é o musical "Hair", a ópera beat sobre a cultura hippie que fala em deixar o sol entrar nas nossas vidas.

Ao ritmo de "Aquarius" as modelos desfilaram colares grandes, estampados florais também grandes, camisas de malha grossa e acolchoada. Este caleidoscópio de texturas foi combinado com os códigos e a arte da famosa marca no uso de pele e couro.

"Os ensinamentos de Lagerfeld entraram nos nossos corações, toda a família aprendeu a trabalhar com ele, mas também nos ensinou a criar sem ele, como sempre fizeram os grandes mestres, para que continuemos felizes o nosso caminho", disse em entrevista à AFP Serge Brunschwig, presidente e diretor geral da Fendi.

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