O Parlamento de Alabama, no sul dos Estados Unidos, aprovou uma lei que exige que todos os presos maiores de 21 anos condenados por agressão sexual a menores de 13 anos tomem medicamentos que diminuam os seus níveis de testosterona, antes de saírem em liberdade.

Este tratamento, que afeta a libido, terá de continuar até que um tribunal determine que "já não é necessário". Se a pessoa interromper a medicação, será enviada de volta para a prisão.

Os detidos devem pagar pelo tratamento, conforme o texto, que deve ser promulgado pela governadora republicana do Estado, Kay Ivey.

O promotor do documnto, Stephen Hurst, explicou que procura "uma punição que corresponda à gravidade do crime".

"Deveria servir como um elemento dissuasivo", disse na rádio local, WIAT.

A Califórnia introduziu uma medida similar em 1996, que foi seguida por outros estados como Flórida, Geórgia, Iowa e Louisiana. Alguns estados como Texas, também oferecem aos reclusos a possibilidade de se submeterem a uma castração cirúrgica, com a retirada dos testículos.

O procedimento é objeto de controvérsia científica. Alguns questionam a sua efetividade, apontando que os atos de pedofilia não acontecem somente por impulso sexual, mas também pelo contexto psicológico global.

Outros afirmam que a castração química, apesar de supostamente ser reversível, tem efeitos secundários consideráveis, especialmente na aparência.

Outros criticam a medida numa perspetiva legal. Alguns defensores dos direitos humanos asseguram que viola a Constituição dos Estados Unidos, que proíbe os "castigos cruéis e incomuns".

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