Desde o início da pandemia, Portugal registou 8.384 mortes associadas à COVID-19 e 517.806 casos de infeção. Em relação a quarta-feira, contabilizam-se mais 148 óbitos, 10.698 infetados - um novo máximo diário - e 5.063 recuperados. Ao todo há já 387.607 casos de recuperação relacionados com a doença em território nacional.

A região de Lisboa e Vale do Tejo, com 4.071 novos infetados, é a área do país com mais novas notificações, com 38% do total de diagnósticos nas últimas 24 horas em Portugal.

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relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 3.604 óbitos (+35 do que ontem), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (2.981 +71), Centro (1.298 +29) e Alentejo (356 +9). Pelo menos 101 (+2) mortes foram registadas no Algarve. Há 22 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 22 óbitos (+2) associados à doença.

Em todo o território nacional, há 4.368 doentes internados - um novo recorde de casos -, mais 128 que ontem, e 611 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais 15 do que na quarta-feira, uma novo máximo.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 121.815 casos ativos da infeção em Portugal – mais 5.487 que ontem - e 138.992 pessoas em vigilância pelas autoridades – mais 8.105.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região Norte é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 245.670 (+3.461), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (171.618 +4.071), da região Centro (67.312 +2.128), do Alentejo (16.725 +520) e do Algarve (11.382 +400). Nos Açores existem 2.782 (+57) casos confirmados e na Madeira existem 2.317 (+61).

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Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 5.639 (+87) mortes registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (1.712 +34), entre 60 e 69 anos (707 +20), entre 50 e 59 anos (222 +3), 40 e 49 anos (79 +4) e entre 30 e 39 anos (16 +1).

Há ainda seis mortes (=) registadas entre os 20 e os 29 anos, duas (=) entre os 10 e os 19 anos e uma (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 4.360 são do sexo masculino e 4.024 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 85.547 (+ 1.799) casos, seguida da faixa etária entre os 20 e os 29 anos, com 78.864 (+1.460), e da faixa etária dos 30 e os 39 anos, com 76.862 (+1.451).

Desde o início da pandemia, houve 232.948 homens infetados e 284.689 mulheres, sendo que se desconhece o género de 169.

Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje
Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Último balanço mundial

A COVID-19 já matou pelo menos 1.979.596 pessoas no mundo desde o início da pandemia, em dezembro de 2019, segundo o levantamento realizado hoje pela agência de notícias AFP de fontes oficiais. Mais de 92.321.290 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da epidemia, sendo que pelo menos 56.637.400 pessoas já foram consideradas curadas.

Os números baseiam-se nos levantamentos comunicados diariamente pelas autoridades de saúde de cada país e não têm em consideração as revisões efetuadas posteriormente por organismos de estatística, como na Rússia, Espanha e Reino Unido.

Na quarta-feira, 16.024 novos óbitos e 725.790 novos casos foram registados em todo o mundo. Os países que registaram o maior número de novas mortes em seus levantamentos mais recentes são os Estados Unidos com 3.912 novas mortes, Reino Unido (1.564) e Brasil (1.274).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 384.784 mortes para 23.077.435 casos, segundo o levantamento realizado pela Universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 205.964 mortes e 8.256.536 casos, a Índia com 151.727 óbitos (10.512.093 casos), o México com 136.917 mortes (1.571.901 casos) e o Reino Unido com 84.767 óbitos (3.211.576 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 175 mortes por 100 mil habitantes, seguida pela Eslovénia (148), Bósnia (134), Itália (133), República Checa (129).

A Europa totalizou hoje, às 11:00, 640.448 mortes para 29.760.037 casos, a América Latina e Caraibas 539.287 mortes (16.855.590 casos), os Estados Unidos e Canadá 402.130 mortes (23.757.122 casos), a Ásia 228.110 mortes (14.458.196 casos), o Médio Oriente 92.975 mortes (4.312.152 casos), a África 75.701 mortes (3.146.765 casos) e a Oceania 945 mortes (31.434 casos).

Desde o início da pandemia, o número de testes realizados aumentou drasticamente e as técnicas de rastreamento e despistagem melhoraram, levando a um aumento no número dos contágios declarados. O número de casos diagnosticados, entretanto, reflete apenas uma fração do total real dos contágios, com uma proporção significativa dos casos menos graves ou assintomáticos ainda não detetados.

Esta avaliação foi realizada com base em dados recolhidos pelos escritórios da AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

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