Segundo o estudo, “68% das seguradoras preveem um aumento do número das despesas relacionadas com diagnósticos, cuidados e tratamentos à covid-19”.

O estudo contempla informação recolhida entre junho e julho respeitante a planos de saúde de empresas de 59 países, incluindo tendências anuais na área da saúde, com base em dados de 240 seguradoras, segundo informação disponibilizada em comunicado.

“As seguradoras admitem aumentos com os custos dos planos de saúde oferecidos pelas empresas e que continuem a superar a inflação em 2021”, pode ler-se no comunicado.

Segundo o documento, em 2019, as seguradoras reportaram aumentos com custos na ordem dos 9,7%, “sendo pouco menos de três vezes a taxa de inflação”.

Já em 2020, “preveem um aumento de 9,5% com despesas médicas, que é aproximadamente 3,5 vezes a taxa de inflação” e em 2021, “90% afirmam que esta tendência se irá manter ou aumentar”, lê-se no documento.

Em Portugal, o crescimento estimado em 2019 com custos médicos era de 1,5%, sendo que a taxa de inflação estimada nesse ano rondava os 0,3% e em 2020 “a taxa projetada com custos médicos fixa-se nos 2,0%, sendo que a previsão da taxa de inflação é de -0,2%”, acrescenta o documento.

Paulo Fradinho, da Mercer Marsh Benefits em Portugal, citado no comunicado, refere que a covid-19 “impactou profundamente a sociedade e economia, e em especial os cuidados de saúde”.

“Acreditamos que as despesas com os mesmos vão continuar a aumentar, desta vez devido a questões relacionadas com o trabalho remoto e o estilo de vida mais sedentário, que incluem doenças do foro mental e musculoesqueléticas, e as preocupações constantes com as implicações a longo prazo que a covid-19 trará para a saúde mental e física”, afirma Paulo Fradinho.

Para o responsável da Mercer Marsh Benefits em Portugal, “com o objetivo de responder aos novos desafios impostos pelo trabalho remoto e conter os custos, as empresas precisam de repensar radicalmente o leque de benefícios que oferecem aos colaboradores e de que forma poderão apresentá-los”.

O estudo revela ainda um aumento no número de seguradoras que oferecem consultas médicas virtuais (teleconsultas), com 59% a afirmarem que esta solução foi uma parte ativa da abordagem atual do plano de gestão, aumentando em 38% face a 2019.

Além disso, 55% das seguradoras referem que os seus planos cobrem agora iniciativas de saúde preventiva, como rastreios, e 20% indicam estar ainda em fase de testes ou com planos já desenvolvidos, prontos para serem implementados nos próximos 24 meses.

De acordo com o estudo, “pouco mais de metade das seguradoras espera que os planos de saúde das empresas possam cobrir uma vacina para a covid-19, especialmente na América Latina”.

“Foram ainda encontradas lacunas no que respeita ao apoio à saúde mental, apesar do aumento de pedidos verificados durante a pandemia”, pode ler-se no documento.

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