Numa pergunta enviada ao executivo socialista, o PEV alega ter recebido informação de que o medicamento Quantalan - indicado para o tratamento de doenças inflamatórias do intestino, como a Doença de Crohn, "se encontra esgotado nas farmácias portuguesas desde agosto do ano passado, ou seja, há praticamente um ano", situação que classificam como "inadmissível".

"Face a esta situação e à importância do medicamento para o dia-a-dia destes doentes, uma das primeiras tentativas que muitas pessoas fizeram foi procurar um medicamento alternativo. Ocorre que, assegurado por especialistas em gastroenterologia, não existe, para muitos casos, alternativa ao medicamento, pelo que o problema se torna mesmo muito sério", alerta o partido.

O PEV adianta que o medicamento em causa, que contém colestiramina e é "determinante para muitos doentes, designadamente para aqueles que sofrem da doença de Crohn", está "perfeitamente disponível no país vizinho", sendo que algumas pessoas já se deslocaram até Espanha para o obter.

"Esta opção comporta, contudo, encargos brutais para estas pessoas, no acesso ao medicamento, acrescendo o facto de não poderem beneficiar de qualquer espécie de comparticipação, ao contrário do que aconteceria se o adquirissem em Portugal", sublinham no texto apresentado.

Assim, o PEV pretende saber "desde quando, precisamente" é que este medicamento deixou de estar disponível nas farmácias portuguesas, a que se deveu essa rutura de stock e se o governo "considera admissível" que o medicamento em causa se encontre indisponível no país há praticamente um ano.

Os "Verdes" questionam ainda o executivo sobre soluções encontradas para resolver esta situação, se o governo tem conhecimento da necessidade de muitos portugueses em adquirir o medicamento em Espanha, quantos ao certo estão a ser afetados por esta rutura de stock e, por fim, quando é que o medicamento será reposto.

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