Se já está a pensar na próxima poupança e quer investir para fazer o seu dinheiro crescer, há alguns conceitos importantes a ter em conta. Sabia que os considerados “ativos” é tudo aquilo que coloca dinheiro no bolso? Damos-lhe a conhecer alguns conceitos fundamentais para começar já a investir.

Regras de ouro para investir

  • Em primeiro lugar, defina qual a percentagem das suas poupanças que vai investir;
  • Comece por estabelecer os objetivos do investimento e faça planos;
  • Informe-se e compare as ofertas dos vários bancos e instituições financeiras. Conheça todos os riscos e rentabilidade de cada opção;
  • Evite produtos financeiros cujo funcionamento não conhece;
  • Aplique as regras de poupança no seu dia-a-dia para que consiga fazer crescer o investimento;
  • Aposte na diversificação e nunca aposte tudo no mesmo produto;
  • Para ganhar mais é preciso arriscar: elevados rendimentos sem nenhum risco é um mito;
  • Faça subscrições e resgates com alguma regularidade;
  • A longo prazo, dê primazia às ações.

Onde investir?

1. Obrigações

As obrigações são instrumentos financeiros que representam um empréstimo contraído junto dos investidores pela entidade que os emite. Os emitentes podem ser empresas, Estados ou outras entidades públicas ou privadas. Deter obrigações significa ser credor dessas entidades.

No caso de Certificados do Tesouro, por exemplo, o mínimo que precisa para investir são 1000 euros, mas há outro tipo de obrigações que lhe permitem investir com pouco dinheiro.

2. Depósitos a prazo

Os depósitos a prazo são considerados de baixo risco e simples, pois são considerados como “empréstimos” a um banco. A única situação em que poderia ficar a perder seria a falência do banco, por isso o risco é muito próximo de zero.

Um depósito a prazo é um produto bancário que pressupõe a entrega de fundos a uma instituição de crédito, que fica obrigada a restituir esses fundos no final do período acordado, através dos juros. Estes depósitos têm uma taxa de juro que representa a remuneração fixa – e uma duração (ou prazo) – que representa o período durante o qual o dinheiro estará cativo e a render juros.

Desvantagens

  • Juros normalmente baixos;
  • Desmobilização antecipada do capital (possíveis penalizações);
  • Depósitos a prazo com taxa atrativa têm, normalmente, duração superior a seis meses;
  • Pode oferecer uma taxa de juro inferior à inflação.

Os depósitos a prazo só pagam juros se os mantiver de acordo com o contratado. Assim, deve analisar muito bem quando irá precisar do dinheiro e fazer o depósito a prazo para esse período. Caso contrário, perderá o equivalente aos juros.

Segundo os especialistas, este tipo de investimento é o ideal se está a pensar ter um rendimento fixo e com risco muito baixo e ainda se tiver necessidade de utilizar o dinheiro investido num prazo entre seis meses e um ano.

3. Ações

Uma ação é um título que representa uma fração do capital social de uma empresa. Antes de avançar para este tipo de investimento, é importante ponderar e saber que precisará de estudar a empresa e decidir qual a abordagem de investimento.

Bolsa de Lisboa explica como pode começar a investir:

  • Por si próprio: Através dos jornais, de relatórios anuais, prospetos, livros, websites financeiros e de outros media, o investidor individual analisa e escolhe diretamente os fundos de investimento ou os valores mobiliários que pretende comprar. Seguidamente, recorre a um intermediário financeiro que introduz as suas ordens em Bolsa.
  • Com a ajuda do banco ou de um intermediário financeiro: O investidor individual consulta o seu banco ou um intermediário financeiro antes de investir e de negociar. Os bancos, as sociedades corretoras e as sociedades financeiras de corretagem dispõem de funcionários especializados que não só asseguram a intermediação das ordens dos investidores junto da Bolsa, como também podem prestar assistência na escolha dos investimentos a fazer.
  • Assistido por um consultor financeiro: O investidor individual pode igualmente recorrer a um consultor financeiro para decidir onde e como investir. Se for caso disso, o consultor financeiro poderá ainda informar o investidor sobre quais os seguros necessários, qual o orçamento familiar mais adequado, como elaborar um plano fiscal ou um plano financeiro.

O rendimento obtido com um investimento em ações depende não só da evolução da sua cotação, o seu preço ao longo do tempo, como também de outros eventos societários, como a distribuição de dividendos.

As ações representam uma pequena parte do capital social de uma empresa e, antes de avançar para este tipo de investimento, deverá ter 100% certeza de que a sua situação financeira é estável. Se quer investir em ações, é possível fazê-lo online, em plataformas como a Raize, Activo Trade, e Saxo Bank.

4. Títulos do Estado (Certificados de Aforro, Certificados do Tesouro)

Em 2017, para além dos já existentes Certificados do Tesouro, o Governo disponibilizou um novo produto de poupança: os Certificados do Tesouro Poupança Crescimento.

Certificados do Tesouro Poupança Crescimento

  • Capital garantido pelo Estado português;
  • Prazo mínimo de um ano e prazo máximo de sete anos;
  • Taxas de juros de 0,75% no primeiro ano, aumentando a remuneração até aos 2,25% no sétimo ano;
  • Prémio em função do crescimento médio do PIB.

Certificados de Aforro

  • Estes certificados têm um prazo mínimo de investimento trimestral. Se levantar o dinheiro a meio do trimestre irá perder os juros desse período (sendo que no primeiro trimestre não pode mobilizar o seu dinheiro de todo);
  • Imposto: retenção do imposto na fonte à taxa de 28%.

Os Certificados de Aforro, ao contrário da nova opção oferecida pelo Governo, oferecem taxas de juros ainda mais baixas, na ordem do 0,5% líquidos. Ao mesmo tempo, estes continuam a ser um produto de capital garantido pelo Estado português.

Se está a pensar investir em Títulos do Estado, poderá informar-se junto do IGCP.

5. Startups Crowdfunding

As startups estão na moda. O crowdfunding também. O que não faltam são plataformas online de investimento em startups, nas mais variadas áreas. Se sente que aquela empresa recém-nascida pode ser a próxima Apple ou Google, pode investir com pouco dinheiro em plataformas como a Kickstarter ou a Seedrs.

 6. Fundos mútuos e fundos de investimento específicos

Antes de avançar para este tipo de investimento, tem de pensar se quer investir num fundo nacional ou num fundo estrangeiro. Se escolher alguma destas duas opções terá de ter a atenção redobrada, pois o investimento em fundos mútuos é feito por um gestor profissional. Tal como indica o nome, nesta modalidade não será o único a investir, por isso todo o lucro será dividido pelo número de investidores.

Por outro lado, os fundos de investimento estão normalmente relacionados a economias emergentes, por isso o lucro só surge a longo prazo.

7. Imobiliário

O investimento em imobiliário sempre foi uma boa opção para quem quer fazer dinheiro, através do arrendamento, principalmente no caso de capitais europeias. Antes de investir em edifícios ou apartamentos, para arrendar ou vender, informe-se com um especialista no mercado imobiliário.

Poderá fazer esse investimento individualmente ou em grupo, dividindo os lucros que obtém com a venda ou com o arrendamento.

Depois de abrir a sua conta investimento, faça um orçamento anual e seja organizado. Há algumas ferramentas que o podem ajudar a verificar a situação dos mercados, tal como a Bloomberg, Yahoo Finance, Google Finance, Motley Fool ou o Marketwatch. Tem ainda simuladores e ferramentas, disponibilizadas pela Deco Proteste.

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