1. A Brasileira, Braga

Se vai a Braga, 'A Brasileira' é um sítio de paragem obrigatória uma vez que é considerado um dos cafés mais emblemáticos da cidade. Apesar de dividir o nome com Lisboa, a verdade é que este estabelecimento nasceu em 1907 pela mão de outro empresário, tal como refere o site My Own Portugal. Aqui ainda é possível desfrutar do tradicional café de saco que, dependendo da vontade do freguês, pode ser servido à antiga num copo de vidro.

2. Café Vianna, Braga

Já serviu cafés a figuras emblemáticas da literatura, como é o caso de Eça de Queiroz e Camilo Castelo Branco, mas não há consenso sobre há quantos anos abriu portas. Como refere o jornal i, se por um lado em 1858 o café já vinha referenciado em artigos de jornal, há quem diga que foi fundado oficialmente em 1871. Segundo o site My Own Portugal, foi no Vianna que se planeou o golpe militar do 28 de maio de 1926 que conduziu à queda da Primeira República. O bacalhau à Vianna é uma das especialidades de casa.

3. Café Milenário, Guimarães

Fundado em 1953 no centro da cidade, o Café Milenar destaca-se por estar localizado mesmo ao lado da famosa inscrição "Aqui nasceu Portugal". De acordo com o site My Own Portugal, o nome do café é um tributo ao facto de, no ano de abertura, a cidade Guimarães ter comemorado mil anos de existência. De acordo com os utilizadores do site de viagens Trip Advisor o prego no pão é imperdível.

4. Café São Gonçalo, Amarante

Localizado em Amarante, este café é famoso por estar localizado em pleno centro histórico da cidade e, em tempos, ter sido um dos locais de eleição do poeta e escritor Teixeira de Pascoaes, homenageado com uma estátua que se encontra no seu interior. Se está de passagem não pode deixar de provar os tradicionais doces conventuais da região como é o caso dos papos de anjo e a brisa do Tâmega.

5. Café Piolho, Porto

Localizado ao lado da Universidade do Porto, não é de espantar que este seja, há várias décadas, um ponto de encontro entre os estudantes universitários. Foi batizado de Âncora d’Ouro mas é conhecido por Piolho não havendo consenso sobre a origem da alcunha que ficou até aos dias de hoje. De acordo com o jornal i, o Piolho foi o primeiro café a ter luz elétrica, a ter televisão e foi aqui nasceu o cimbalino: um termo tradicionalmente usado no norte do país para designar um café ou a tradicional bica.

6. Café Majestic, Porto

Localizado em plena Rua de Santa Catarina, o Majestic é um dos ex-líbris da cidade do Porto tendo sido distinguido com diversos prémios ao longo dos anos. Quem lá passa fica rendido à decoração luxuosa deste espaço, que abriu ao público em 1921 pelas mãos do arquiteto João Queiroz, e às suas sobremesas. As “Rabanadas à Majestic” - envoltas num suave creme de ovos e frutos secos - uma são uma das especialidades da casa.

7. Café Santa Cruz, Coimbra

Se acha impensável tomar café dentro de uma capela paroquial é porque nunca foi ao Santa Cruz, que abriu portas ao público a 8 de maio de 1923 na praça com o mesmo nome. Aqui é possível é possível beber um café ao som do Fado de Coimbra enquanto se delicia com o famoso crúzio: um doce regional feito à base de amêndoas e ovos.

8. Pastelaria Versailles, Lisboa

Para muitos lisboetas, a Versailles continua a ser sinónimo de requinte e qualidade. De acordo com o site My Own Portugal, esta pastelaria de inspiração francesa foi buscar o nome ao famoso palácio francês. A montra é um deleite para os olhos dos gulosos onde é possível encontrar bolos que vão desde os garibaldi aos allumettes, passando pelos duchesses. Os croquetes também fazem as delícias dos clientes.

9. A Brasileira, Lisboa

Em 1905 começou por ser uma loja onde era possível comprar lotes de café vindos do Brasil e só mais tarde é que se converteu num café, explica o site Lojas Com História. Para os lisboetas ‘Brasileira’ há só uma, mas a verdade é que em tempos chegou a ter dois espaços: um no Chiado e outro no Rossio. Tornou-se famosa por receber no seu estabelecimento o poeta Fernando Pessoa, imortalizado com uma estátua de bronze que atrai turistas de todo o mundo.

10. Martinho da Arcada, Lisboa

O Martinho da Arcada, que começou com uma loja de bebidas em pleno Terreiro do Paço, já teve mais de uma mão cheia de nomes. Ao longo dos seus mais de 230 anos de atividade recebeu no seu espaço inúmeras figuras ilustres da sociedade portuguesa que, posteriormente, homenageou atribuindo-lhes mesas com os seus nomes. De acordo com o site oficial, o Martinho foi uma segunda casa para o poeta Fernando Pessoa e onde escreveu muitos dos seus poemas.

11. Café Nicola, Lisboa

Inaugurado em pleno século XVIII por um italiano, o Nicola destaca-se por ser um dos cafés mais antigos de Lisboa. Como refere o site Lojas com História, uma curiosidade prende-se com o nome do estabelecimento: foi fundado como Botequim Nicola mas só em pleno século XX é que recebe o nome pelo qual o conhecemos. É impossível falar em Nicola sem falar do poeta Bocage que, durante anos, frequentou o espaço e, de acordo com o site Revelar LX, onde tinha o hábito de declamar sonetos improvisados. Entre 1834 e 1929 o espaço foi transformado numa livraria, ourivesaria e loja de roupa.

12. Fábrica dos Pastéis de Belém, Lisboa

Apesar de não ser um café, este é um local de paragem obrigatória para muitos turistas (e não só) que aproveitam para tomar uma bica e provar os famosos pastéis. Segundo o site oficial, a famosa iguaria portuguesa nasceu no Mosteiro dos Jerónimos mas, com a Revolução Liberal que fechou todos os conventos e mosteiros, a receita secreta acabou por ir parar às mãos de um empresário que viu aqui uma oportunidade de negócio. Desde 1837 que a receita dos Pastéis de Belém permanece inalterada e é mantida em segredo pelos mestres pasteleiros.

13. Confeitaria Nacional, Lisboa

Corria o ano de 1829 quando Balthazar Roiz Castanheiro decidiu inaugurar, em plena Praça da Figueira, aquela se viria a tornar numa confeitaria de prestígio. Decidido a ser o melhor, contratou mestres confeiteiros vindos de Paris e Madrid para o seu estabelecimento que, já na altura, era um lugar de eleição das elites lisboetas. Durante anos foi fornecedora da Casa Real Portuguesa e atualmente é fornecedora da Presidência. Uma curiosidade prende-se com o facto de em 1875 a Confeitaria Nacional ter introduzido o Bolo Rei em Portugal e que, na época natalícia, atrai milhares de portugueses.

14. Café Paraíso, Tomar

Corria o ano de 1911 quando cinco amigos decidiram juntar-se e abrir, no centro histórico da cidade, aquele que se viria a tornar num dos cafés mais emblemáticos de Tomar. Ao longo dos seus 116 anos de existência, este estabelecimento serviu figuras de renome, como foi o caso do escritor italiano Umberto Eco ou o compositor Fernando Lopes-Graça.

15. Café Aliança, Faro

Está aberto desde 1908 mas, antes de se transformar num café (1932), o Aliança começou por funcionar como uma leitaria. De acordo com o jornal Público, a escritora francesa Simone Bevauoir, o poeta António Ramos Rosa e o músico José Afonso foram algumas das caras conhecidas que passaram por ali. Em 2017, o Aliança integrou uma emissão filatélica dos CTT que tinha como objetivo relembrar alguns dos cafés históricos de Portugal.

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