Kelly Bailey é uma das protagonistas da nova trama da TVI, 'Bem Me Quer, com estreia marcada para a próxima segunda-feira (26 de outubro). Para contar todos os pormenores sobre a sua Maria Rita, nome da personagem a que dará vida, a atriz conversou esta quinta-feira com os jornalistas.

Elenco forte e unido mesmo em tempos de Covid-19

Kelly Bailey não tem dúvidas de que este é um dos melhores, se não mesmo o melhor, elenco com o qual já trabalhou.

"Nunca tive um ambiente tão bom, tão bom como tenho tido nesta novela. Nunca me diverti tanto", realça a jovem atriz, que destaca como vantagem para que todos estejam muito próximos o facto de este ser um elenco pequeno.

"Tenho muita sorte no elenco todo que foi escolhido, são todos pessoas magnificas", reforça.

E a Covid-19, que até podia vir atrapalhar, deu aos atores maior energia, vontade de trabalhar e união - ainda que sempre com a devida distância de segurança e cumprindo todas as normas.

"Aqueles meses todos parados em casa foram meses de medo, não só pela saúde mas também a nível profissional. Questionávamos: Será que vamos ter trabalho depois disto? Também é por isso que sinto esta energia boa de todos os atores, estamos muito contentes por termos voltado", diz, assegurando que por esta altura, e apesar dos casos de Covid-19 que têm adiado as gravações, "mais do que medo há muita vontade de voltar".

Kelly Bailey, recorde-se, encontra-se em casa a aguardar o resultado do teste à Covid-19 depois de esta quinta-feira ter sido confirmado que um dos elementos da novela testou positivo.

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O grande desafio: provar que esta personagem não é uma cópia da novela 'A Herdeira'

Kelly dará vida a Maria Rita, uma jovem de 20 anos que vive na serra com o avô. Depois de ter interpretado uma jovem cigana na novela 'A Herdeira', a rebelde Luz, foram inevitáveis as comparações entre as duas personagens... até para a própria.

A atriz diz que agora fica "muito triste" com a comparação das duas, mas confessa que inicialmente demorou dois meses até aceitar a personagem precisamente porque sentia dificuldade em "ver a Maria Rita sem ver a Luz".

"O desafio para mim enquanto atriz era gigante porque eu pensei o mesmo, isto é igual… vou fazer a mesma coisa", refere, dando conta de que com muito trabalho de pesquisa e com a ajuda de Daniel Gorjão conseguiu encontrar um caminho diferente para a sua Maria Rita e "fazer uma campónia sem parecer a cigana".

"Quando penso numa pessoa do campo penso logo numa pessoa bruta, guerreira, e era um bocado como que estava escrito. E o que eu disse foi: para fazer esta personagem tenho de ser o oposto".

"Não é por ser do campo que tenho de ser bruta", esta foi a premissa que lhe serviu de base para criar uma menina do campo "muitíssimo feminina e super educada". "Lá por ser do campo e por ser pastora, a Maria Rita é mais educada do que muita gente da cidade", garante.

E foi também o lado feminino da sua personagem um dos maiores desafios que Kelly enfrentou. "Há um lado feminino que eu não tenho estado a construir nas personagens. Isso para mim foi um grande desafio, ser uma coisa mais leve, mais menina", e até a sua maneira de andar teve de mudar, deixando de ser tão pesado e passando para algo mais leve.

Aos 22 anos, a atriz não se importa nem um pouco de dar vida a uma menina: "Vou ter tanto tempo para ser a vilã e fazer de mãe. Quanto mais tarde conseguir adiar isso melhor".

Também o decorrer da história de 'Bem Me Quer' marcará bem a diferença entre Maria Rita e a cigana Luz. Para Kelly as duas histórias "não tem mesmo nada a ver", e esta nova trama "é espetacular".

Maria Rita foi inspirada em personagem da Netflix

Kelly Bailey conta que foi muito importante o tempo atípico que teve para preparar a sua personagem. Um mês e meio de pesquisa aliado ao facto de ter vivido dois meses confinada no campo devido à Covid-19 deram-lhe as ferramentas certas para dar vida a esta pastora.

Contudo, há um pequeno segredo na construção desta personagem. Kelly, confessa, inspirou-se na protagonista da série de época da Netflix 'Ana Com A'.

"Tenho-me apaixonado todos os dias pela Maria Rita", confessa. Mas não é apenas a personagem a apaixonar a atriz, também a trama tem sido uma surpresa.

"Acho esta história muito bonita, o facto de ser simples é uma grande ajuda. Numa novela com 200 episódios inventamos muito e a 'Prisioneira' é exemplo disso. Também pelo lado violento esta é o oposto. É uma novela sem raptos, mais leve", afirma, sem medo de comparar este projeto ao que fez anteriormente.

"Há uma coisa que eu acho que a novela tem de viver que é de amor. E 'A Prisioneira' teve zero amor, acho que foi uma das coisas pelas quais ninguém se agarrou. E eu acho mesmo que novela é amor", aliás, na opinião de Kelly o amor é tão importante que esta chegou mesmo a temer que a Covid-19 viesse destruir as cenas de maior proximidade entre os atores.

"Quando me falaram em fazer uma novela em plena pandemia eu pensei: mas o que é que vão fazer, vão tirar os beijos, os abraços?", mas, de facto, este foi um cenário que não veio a acontecer. Para que sejam gravadas as cenas de maior proximidade entre os atores são feitos "muitos testes, com muita regularidade" e seguindo todas as normas. "Não tirámos essa parte, gravamos é logo tudo num dia. É um dia e está feito".

Uma novela dedicada à "pessoa mais importante da sua vida": A avó

Nesta nova trama, a personagem de Kelly terá uma ligação muito próxima com o seu avô - personagem interpretada por Pompeu José. Uma relação que para a atriz foi muito fácil de construir, uma vez que também ela tinha uma relação semelhante com uma das suas avós.

"Tinha uma enorme relação com a minha avó. Era o maior pilar que tive na minha vida toda, é aquela pessoa que me marcou mais e que eu mais adoro", começa por explicar, referindo-se à avó materna.

"É a pessoa mais importante na minha vida, tenho muita pena que ela não esteja cá hoje para me ver nas novelas. Foi a minha grande inspiração", continua Kelly, que escolhe dedicar à avó este projeto.

Kelly diz mesmo que foi a relação de Maria Rita com o avô aquilo que mais gozo lhe deu trabalhar, até porque do outro lado encontrou um 'avô' "maravilhoso".

"É maravilhoso, o Pompeu é uma pessoa magnífica", afiança. "Ele é o galã para mim desta novela", diz ainda, explicando que tem aprendido muito "a nível pessoal" com a serenidade de Pompeu José.

"Ele é mesmo da serra, é mesmo do campo, portanto tem este lado tranquilo que nós não temos. É uma tranquilidade e uma paz a que nós aqui neste meio não estamos habituados", acrescenta. "Sou uma privilegiada por ter o Pompeu comigo, ele enquanto pessoa é extraordinário mesmo".

Kelly está no meio de um casal de namorados

'Bem Me Quer' não esquece os atores mais experientes mas traz inovação e um elenco muito jovem. No papel de protagonistas estão, além de Kelly Bailey (22 anos), Bárbara Branco (20 anos) e José Condessa (23 anos). Este será o trio romântico da trama, que coloca Kelly, ou neste caso a sua personagem, no meio de um casal de namorados dentro e fora da ficção.

Amiga próxima de Bárbara Branco e de José Condessa, a atriz assegura que os dois a deixaram "muito à vontade" em relação ao facto de serem namorados. E a verdade é que Kelly também já passou pela mesma situação com o namorado, Lourenço Ortigão, e por isso trata o tema com grande naturalidade.

"Sei perfeitamente o que é estar no lugar deles, por isso para mim foi fácil", diz, desbordando-se em elogios ao casal: "Estou a gostar muito de trabalhar com eles, são duas pessoas incríveis e como atores também já os admiro muito".

A pressão das audiências e a grande mudança na TVI

Depois de admitir que o seu último projeto, a novela 'Prisioneira', não correu como esperado em termos de audiências televisivas, Kelly Bailey garante não estar minimamente preocupada com a possibilidade de vir a acontecer o mesmo com 'Bem Me Quer'.

"Tento não viver muito essa pressão das audiências. Isso é algo que muitas vezes não vai depender de mim. Não depende de mim e os produtos com qualidade nem sempre são os mais vistos. O que depender de mim irei fazer, agora o resto tento não ligar muito", afirma, atestando que mesmo dentro do canal não existe essa pressão relativamente aos números.

"O que eu sinto na TVI é que há uma grande vontade de, mais do que lutar pelas audiências, fazer algo com qualidade", defende, assegurando que esta foi uma das premissas que passou a ser defendida com a entrada de Nuno Santos no canal.

"A TVI esteve muitos anos a achar que tudo estava garantido e quando temos tudo por garantido, às vezes, relaxamos e não damos tanta prioridade à qualidade", explica. "Isto é bom para todos, para quem vê, para quem faz. A competição é mais alta, portanto estamos sempre todos a querer fazer mais, melhor e a inovar. Que era o que faltava até aqui. A exigência é maior e acabamos por não relaxar tanto e dar tudo por garantido".

Quanto à fase de mudança que se vive na TVI desde que Cristina Ferreira assumiu o cargo de diretora de Ficção e Entretenimento do canal, Kelly Bailey salienta que esta mudança reforçou ainda mais o espírito feliz que se vive nos bastidores. "A TVI está numa fase muito boa e isso também ajuda a estarmos todos com muita vontade de mostrar e de fazer coisas boas, de estarmos felizes a trabalhar".

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