O Voyager, avião da Força Aérea Real britânica (RAF, na sigla em inglês) que transportava o casal de príncipes na viagem de cinco dias pelo Paquistão, ainda tentou aterrar por duas vezes na capital, Islamabad, mas sem sucesso.

"O piloto circulou durante uma hora, mas a tempestade e a turbulência eram tão fortes que tivemos que regressar" para Lahore, escreveu a repórter do Daily Mail, Rebecca English, na sua conta na rede social Twitter.

O jornalista da televisão britânica ITV, Chris Ship, escreveu também no Twitter que nunca esteve "tão nervoso num avião", acrescentando que o príncipe William, ele próprio piloto, mostrou-se "tranquilo".

O piloto da RAF tentou aterrar numa base militar em Rawalpindi, uma cidade próxima de Islamabad, e no aeroporto internacional da capital, antes de voltar para Lahore, 270 quilómetros a sul, disse o correspondente do Daily Telegraph no Paquistão, Ben Farmer, igualmente no Twitter.

Ainda não é certo que o avião regresse hoje à noite a Islamabad. O serviço de imprensa dos duques de Cambridge não se pronunciou sobre o assunto.

Durante o dia de hoje, os duques de Cambridge visitaram um orfanato, antes de jogarem críquete e depois visitaram a antiga mesquita de Lahore, capital cultural do Paquistão.

"No início deste ano, conversámos sobre a necessidade de uma aldeia educar uma criança. A vila que vimos é a melhor representação desse ideal", afirmou Kate num discurso no orfanato SOS.

William e Kate treinaram na Academia Nacional de Críquete, rodeados de estrelas atuais e antigas desse desporto-rei no sul asiático.

Depois de trocar de roupa, o casal visitou a famosa mesquita Badshahi em Lahore, onde William tinha vestido um fato de linho em cor creme e Kate um 'shalwar kameez' (traje tradicional, que consiste num par de calças e camisa largas) verde-claro, com o cabelo enrolado num lenço a condizer.

Diana, mãe de William, visitou a mesma mesquita em 1991, apresentando-se com um vestido acima do joelho, o que causou alvoroço entre alguns líderes muçulmanos.

A mesquita Badshahi, construída no final do século XVII, é a segunda maior mesquita do mundo depois da mesquita Alharam, em Meca, na Arábia Saudita.

Lahore, com a sua rica herança arquitetónica e religiosa, é a antiga capital do império Mongol, que reinou no sul da Ásia entre os séculos XVI e XIX.

O casal de príncipes terminou a sua visita a Lahore com uma deslocação a um hospital de tratamento de doenças cancerígenas, fundado pelo atual primeiro-ministro Imran Khan, para o qual a princesa Diana ajudou a angariar fundos.

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