Os edifícios têm estatuto de arranha-céus, o ruído do trânsito corrói os nossos ouvidos e os passeios são pisados por matilhas de transeuntes tão diferentes entre si... raças, cores, géneros e estilos... Percorrer esta avenida é entretenimento garantido para qualquer turista mais ou menos curioso.

Para começar, temos o Museu de Arte de São Paulo, MASP. Tem uma arquitetura brutal com um enorme vão com mais de 70 metros, apoiado por quatro pilares que o suspendem, permitindo andar por debaixo dele. É aqui que ao domingo se realiza uma feira ambulante de velharias e antiguidades, muito ao género da nossa Feira da Ladra, bem como pequenos concertos e até espetáculos ambulantes de artes performativas.

Mesmo à frente deste museu há um belíssimo jardim, o Parque Trianon. Quando entramos nele rapidamente perdemos as referências da Avenida, e viajamos por uma mata com fontes, chafarizes e algumas estátuas. É um refúgio de lazer e descanso no meio da agitada Avenida Paulista.

Um pouco mais à frente deste parque, encontra-se a fantástica Livraria Cultura.

O espaço é tão impressionante quanto a diversidade de livros que oferece, que se espalham em rampas e plataformas. Sob um enorme dragão suspenso do teto, feito em módulos de madeira, os leitores acomodam-se em puffs lendo descontraidamente.

A perdição é total entre livros dos mais diferentes géneros, dvds e cds e até um teatro que a livraria alberga e cujo nome, Teatro Eva Hertz, se deve à fundadora da livraria.

De regresso a casa despeço-me desta Avenida, esquivando-me entre vendedores de bijuterias e quadros baratos, cantores de karaoke com as mais estranhas e bizarras roupas, manifestações e reivindicações dos inconformados pelo sistema político e rodagens de spots publicitários... Bem vindos à Avenida Paulista.

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