Nasceu e cresceu em Val-de-Marne, nos arredores de Paris, em França. Foi através da influência da avó materna, Marie Garage, que se interessou pelo mundo da moda. Apesar de nunca ter feito nenhuma formação técnica, Jean Paul Gaultier conseguiu que um dos seus vizinhos fizesse chegar alguns dos esboços de vestidos que fazia ao costureiro Pierre Cardin, que, impressionado com o seu talento, o contratou para seu assistente, em 1970.

Tinha, na altura, 18 anos. "O mérito não foi meu. Eu limitei-me a ir a uma entrevista. Eu nunca teria tido a coragem de o fazer", acaba de assumir o designer de moda francês em entrevista ao jornalista britânico Guy Kelly. No ano seguinte, já tinha trabalhado com Jacques Esterel e Jean Patou. Em 1976, apenas cinco anos depois, lançou a sua primeira coleção individual. Em 1982, criou a sua própria marca e, a partir daí, nunca mais parou.

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Muito solicitado, além de estar a ultimar os figurinos da nova digressão de Madonna, que arranca em setembro nos EUA, também já trabalha nas peças da sua próxima coleção de alta-costura. Nos últimos dias, em duas entrevistas que deu, justifica algumas das opções que tomou ao longo da (já) vasta carreira. "Sempre olhei para o mundo da moda como um espetáculo. Adoro incorporar efeitos teatrais nos meus desfiles ou escolher raparigas que não são propriamente os manequins clássicos", assume Jean Paul Gaultier.

Em entrevista ao site Gay Times, o criador de moda francês, que ficou conhecido pelos sutiãs (i)cónicos, pelas saias masculinas, pelas transparências e pelos cortes extravagantes, faz ainda outra revelação. "Nunca tive intenção de chocar ninguém, apenas [quis] mostrar o que me parecia certo naquela altura", assegura. "Quando apresentei a saia masculina, a minha ideia foi dar a oportunidade aos homens de se poderem exprimir", refere.

"Também pretendi mostrar, com isso, que as mulheres podem ser mais fortes e os homens mais femininos. Eu acho que, de uma forma ou de outra, somos todos umas aberrações, além de que não existe apenas um tipo de beleza, mas vários", afirma o estilista, um pioneiro. "Fui o primeiro a trazer modelos tatuados, transgénero, plus size e até com deficiência para as passarelas", recorda o designer de moda gaulês de 67 anos.

Além de criar figurinos para algumas das mais populares digressões de Madonna e de Kylie Minogue e também para o filme "O quinto elemento" de Luc Besson, Jean Paul Gaultier já vestiu celebridades como Nicole Kidman, Lady Gaga, Beyoncé, Kim Kardashian, Katy Perry, Rihanna e Cate Blanchett. É também dele o vestido que Marion Cotillard usou em 2008 quando recebeu o Óscar de Melhor Atriz em Los Angeles, nos EUA.

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