Desde o início da pandemia, Portugal registou 9.246 mortes associadas à COVID-19 e 566.958 casos de infeção. Em relação a segunda-feira, contabilizam-se mais 218 óbitos - um novo máximo, mais de 9 mortos por hora -, 10.455 infetados e 10.282 recuperados. Ao todo há já 421.871 casos de recuperação relacionados com a doença em território nacional.

A região de Lisboa e Vale do Tejo, com 5.012 novos infetados, é a área do país com mais novas notificações, com 48% do total de diagnósticos nas últimas 24 horas em Portugal.

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relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 3.811 óbitos (+51 do que ontem), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (3.332 +88), Centro (1.495 +55) e Alentejo (431 +17). Pelo menos 127 (+5) mortes foram registadas no Algarve. Há 22 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 28 óbitos (+2) associados à doença.

Em todo o território nacional, há 5.291 doentes internados - um novo recorde de casos -, mais 126 que ontem, e 670 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais seis do que na segunda-feira, um novo máximo.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 135.841 casos ativos da infeção em Portugal – menos 45 que ontem - e 174.355 pessoas em vigilância pelas autoridades – mais 8.120.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região Norte é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 261.287 (+2.970), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (191.718 +5.012), da região Centro (76.173 +1.605), do Alentejo (18.989 +531) e do Algarve (12.897 +198). Nos Açores existem 3.050 (+39) casos confirmados e na Madeira existem 2.844 (+100).

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Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 6.233 (+151) mortes registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (1.883 +42), entre 60 e 69 anos (773 +16), entre 50 e 59 anos (243 +7), 40 e 49 anos (82 =) e entre 30 e 39 anos (22 +2).

Há ainda sete mortes (+1) registadas entre os 20 e os 29 anos, duas (=) entre os 10 e os 19 anos e uma (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 4.807 são do sexo masculino e 4.439 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 93.848 (+ 1.807) casos, seguida da faixa etária entre os 20 e os 29 anos, com 85.354 (+ 1.303), e da faixa etária dos 30 e os 39 anos, com 83.590 (+ 1.456).

Desde o início da pandemia, houve 255.226 homens infetados e 311.550 mulheres, sendo que se desconhece o género de 182.

Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje
Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje créditos: SAPO

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Último balanço mundial

A pandemia do novo coronavírus matou pelo menos 2.041.289 pessoas no mundo desde dezembro de 2019, segundo um levantamento realizado hoje pela agência de notícias AFP. Mais de 95.476.360 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia.

Os números baseiam-se nos levantamentos comunicados diariamente pelas autoridades de saúde de cada país e excluem as revisões efetuadas posteriormente por organismos de estatística, como na Rússia, em Espanha - onde o relatório comunicado segunda-feira inclui os novos dados desde sexta-feira - e no Reino Unido.

Na segunda-feira, 9.002 novos óbitos e 512.975 novos casos foram registados em todo o mundo. Os países que registaram mais mortes novas em seus levantamentos mais recentes são os Estados Unidos com 1.385 novos óbitos, Alemanha (989) e Reino Unido (599).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 399.003 óbitos para 24.079.205 casos, de acordo com a Universidade Johns Hopkins. Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 210.299 mortes e 8.511.770 casos, a Índia com 152.556 mortes (10.581.837 casos), o México com 141.248 mortes (1.649.502 casos) e o Reino Unido com 89.860 mortos (3.433.494 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 177 mortes por 100.000 habitantes, seguida pela Eslovénia (154), República Checa (137), Bósnia (137) e Itália (137).

A Europa totalizou hoje às 11:00, 665.607 mortes para 30.819.585 casos, a América Latina e o Caraibas 552.535 óbitos (17.440.653 casos), os Estados Unidos e Canadá 417.077 mortes (24.792.150 casos), a Ásia 231.560 óbitos (14.683.049 casos), o Médio Oriente 93.944 mortes (4.423.288 casos), a África 79.621 óbitos (3.286.098 casos) e a Oceania 945 mortes (31.543 casos).

Desde o início da pandemia, o número de testes realizados aumentou drasticamente e as técnicas de rastreamento e despistagem melhoraram, levando a um aumento no número dos contágios declarados.

O número de casos diagnosticados, entretanto, reflete apenas uma fração do total real dos contágios, com uma proporção significativa dos casos menos graves ou assintomáticos ainda não detetados.

Esta avaliação foi realizada com base em dados recolhidos pelos escritórios da AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

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