Portugal regista esta quinta-feira mais 2.830 casos de COVID-19 e nove óbitos associados à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Os dados apresentados no relatório de hoje incluem um total de 848 casos que, por constrangimento informático, não foram reportados no boletim de ontem, com a seguinte distribuição: Norte 407; Centro 160; Lisboa e Vale do Tejo 208; Alentejo 26; Algarve 36; Açores 2; Madeira 9.

Desde o início da pandemia, morreram 17.766 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 1.042.322 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 2.137 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há 980.599 doentes recuperados da doença em Portugal desde março de 2020.

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A região Norte é a área do país com mais novas notificações, num total de 38% dos diagnósticos.

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.597 (+3), seguida do Norte com 5.513 óbitos (+1), Centro (3.097, +2) e Alentejo (1.008, +2). Pelo menos 438 (+1) mortos foram registados no Algarve. Há 41 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 72 óbitos (=) associados à doença.

Internamentos a subir

Em todo o território nacional, há 695 doentes internados, mais 14 do que ontem, e 140 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais nove do que no dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 43.957 casos ativos da infeção em Portugal — mais 684 do que ontem — e 44.053 pessoas em vigilância pelas autoridades — menos 659 do que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 404.278 (+854), seguida da região Norte (401.203, +1.075), da região Centro (138.971, +472), do Alentejo (37.450, +119) e do Algarve (40.079, +270).

Nos Açores existem 8.567 casos contabilizados (+10) e na Madeira 11.774 (+30).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 303,5 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 0,98.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 0,99. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Matriz de risco da DGS
Matriz de risco da DGS

Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.598 (+4) registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.807, +3), entre 60 e 69 anos (1.615, +2) entre 50 e 59 anos (510, = ), 40 e 49 anos (172, = ) e entre 30 e 39 anos (46, =). Há ainda 13 mortes (=) registadas entre os 20 e os 29 anos, duas (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 9.319 são do sexo masculino e 8.447 do feminino.

A faixa etária entre os 20 aos 29 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 169.572 infeções (+616), seguida da faixa etária dos 40 e os 49 anos, com 168.066 (+398), e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 153.843 casos (+373). Logo depois, surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 142.999 infeções reportadas (+293). A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 111.449 (+498) e entre os 60 e os 69 anos soma 96.725 (+197).

Desde o início da pandemia, houve 480.916 homens infetados e 560.670 mulheres, sendo que se desconhece o género de 736 pessoas.

Vídeo - O que acontece ao SARS-CoV-2 quando entra em contacto com o sabão?

Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Balanço mundial

A pandemia de COVID-19 já causou pelo menos 4.529.715 mortos no mundo desde que o coronavírus SARS-CoV-2 foi identificado, em dezembro de 2019, na China, segundo um balanço da AFP de hoje. Mais de 218.339.530 casos de infeção foram diagnosticados no mundo no mesmo período, indicou a agência France-Presse, adiantando que a grande maioria dos doentes recupera, mas uma parte ainda mal avaliada continua com sintomas durante semanas ou até meses.

Nas últimas 24 horas foram registados 11.476 mortos e 705.591 casos em todo o mundo. Os países com maior número de mortos foram os Estados Unido, com 2.178, e o México, com 1.177.

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 642.081 mortes em 39.396.408 casos, de acordo com a contagem realizada pela Universidade Johns Hopkins. Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 581.150 mortos e 20.804.215 infetados, a Índia, com 439.529 mortes (32.857.937 casos), o México, com 260.503 óbitos (3.369.747 casos) e o Peru, com 198.329 óbitos (2.151.010 infetados).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 602 mortes por cada 100.000 habitantes, seguido da Hungria (311), da Bósnia (299), da Macedónia do Norte (286), da República Checa (284) e do Montenegro (276).

A América Latina e as Caraíbas totalizavam hoje 1.442.403 mortes em 43.342.211 casos, a Europa, 1.252.868 mortes (63.369.067 casos), a Ásia 783.439 mortes (50.426.074 casos), os Estados Unidos e Canadá 669.029 mortos (40.897.005 infetados), a África 197.001 mortes (7.822.967 infetados), o Médio Oriente 183.234 mortos (12.357.445 casos) e a Oceânia 1.741 mortes (124.769 casos).

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