Desde aquela data, foram diagnosticados seis casos, afirmou o ministro regional da Saúde da província de Nord-Kivu, no leste do país, Eugène Syalita, referindo que “algumas famílias recusam categoricamente deixar que as suas casas sejam desinfetadas” e acatar outras recomendações relativas aos enterros de mortos infetados.

“As pessoas ainda não compreenderam que o Ébola reapareceu, isso ainda não é claro para elas”, afirmou, indicando que, como em surtos anteriores, continuam a não acreditar na existência daquela febre hemorrágica e não evitam tocar nas pessoas doentes ou lavar os cadáveres dos que morreram infetados.

A pior epidemia de Ébola no país, a décima, foi declarada em agosto de 2018 e só foi dada como terminada em 2020 por causa da insegurança provocada pelos grupos armados ativos no país e por causa da resistência das populações às medidas sanitárias aplicadas para combater a doença.

Provocou mais de 2.200 mortos e é considerada como a mais grave da história do Ébola na República Democrática do Congo desde que a doença apareceu, no ano de 1976.

O vírus Ébola transmite-se aos seres humanos através de animais infetados e entre seres humanos o contágio ocorre através de fluidos corporais, manifestando-se com febre, vómitos, hemorragias e diarreia.

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