Em 2013, os portugueses José Ruivo e Samuel Rodrigues e o brasileiro Pedro Monteiro resolveram montar uma horta no pátio do prédio no centro do Porto, onde trabalhavam. Como tiveram dificuldade em encontrar produtos adequados para a agricultura urbana, decidiram unir esforços e, como tinham experiência em arquitetura e permacultura, começaram a construir os seus próprios equipamentos de cultivo.

Uns meses depois, onde antes só havia cimento, cresciam legumes, frutos e ervas aromáticas. "Percebendo que ali poderia estar uma ideia de negócio, José Ruivo e Pedro Monteiro decidiram avançar e fundaram a Noocity Ecologia Urbana. O nome escolhido estabeleceu, desde logo, o interesse em aliar um sentido de comunidade e de consciência coletiva a um novo conceito de cidade", revelam no site da empresa.

Com os protótipos desenvolvidos e testados, decidiram definir uma estratégia e entrar no mercado. "Foi nesse momento que Leonor Babo se juntou à equipa, ficando sob a sua alçada a comunicação da empresa", explicam. Em 2015 a Noocity Ecologia Urbana lançava, através de uma campanha de crowdfunding na plataforma Indiegogo, a Noocity Growbed. As encomendas começaram a chegar dos quatro cantos do mundo.

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Em 2016, a startup portuense foi distinguida com o Prémio Nacional das Indústrias Criativas e representou Portugal em Copenhaga, na Dinamarca, onde foram apresentados 60 projetos de todo o mundo. Não ganhou mas ficou entre os 12 semifinalistas. Três anos depois, além do mercado nacional, a empresa está presente noutros países europeus, como a França, a Bélgica, a Dinamarca, a Suiça e o Reino Unido. O México e a Flórida, nos EUA, também têm distribuidores. Em São Paulo, no Brasil, há uma unidade que produz e comercializa os seus produtos.

"Entre as hortas já instaladas, destacam-se a horta presidencial no palácio de Belém [em Lisboa], as mais de 20 camas de cultivo da horta do hotel Crowne Plaza Porto ou as instalações no Foodentropie [em Nanterre em França] ou no La Prairie du Canal em [Bobigny nos arredores de] Paris", revelam ainda. Para dinamizar a agricultura urbana nas varandas e nos terraços do mundo, a startup aposta num produto original.

A cama de cultivo da empresa, que integra um sistema de sub-irrigação próprio com uma autonomia de rega que pode atingir as três semanas, é comercializada com argila expandida, fertilizante biológico granulado e uma seleção de sementes biológicas da época, como pode ver na galeria de imagens que se segue. Disponível em três tamanhos, monta-se facilmente, sem recurso a ferramentas, em pouco mais de 15 minutos.

O kit com a mais pequena, que mede 1,25 metros de cumprimento, 35 centímetros de altura e 35 centímetros de profundidade, custa 138 €. O que contém a média, com 65 centímetros de profundidade, é comercializado por 198 €. O que inclui a maior, que é quadrada e mede 1,25 metros de profundidade, pode ser adquirido por 328 €. Os packs com produtos de fertilização extra, vendidos à parte, custam entre 7,90 € e 18,90 €.

"Poupe água, poupe tempo e produza mais", apela José Ruivo, o mentor do projeto, que, em meados de 2019, já emprega uma equipa de oito pessoas. "Consuma até 80% menos água do que com um sistema de horta convencional, evite a rotina da rega diária e produza até 50% mais do que com um sistema de horta comum", sugere o empresário José Ruivo, que tem formação em permacultura, um sistema de agricultura ecológica.

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