Enviada à agência Lusa, a posição da associação ambientalista surge na sequência da necessidade de pôr fim aos atropelamentos na estrada, depois de uma jovem ciclista de 16 anos ter morrido atropelada, em 10 de julho, quando atravessava uma passadeira de peões e ciclistas, na zona do Campo Grande.

“É necessário agir já, seja com a instalação de radares ou outro tipo de soluções que efetivamente reduzam a velocidade do tráfego na área urbana”, afirmou a entidade, em comunicado.

De acordo com a ZERO, é urgente mudar mentalidades e proceder a alterações que permitam redistribuir os espaços da cidade para integrar outros modos de transporte, como a bicicleta.

“É necessária uma intervenção que promova uma coexistência em segurança dos diferentes modos de transportes, evitando acidentes como aquele que infelizmente aconteceu no Campo Grande”, realçou, sustentando que “algo tem de ser feito para honrar a vida interrompida” da adolescente.

Para a associação, é fundamental criar condições para que os peões e os ciclistas possam circular de forma segura, sem conflitos com a circulação rodoviária.

“É preciso ampliar a rede de ciclovias a áreas da cidade onde elas não existem”, alertou, adiantando que “é fundamental continuar a apostar nos transportes públicos e na sua intermodalidade com as bicicletas”.

A ZERO reiterou que a velocidade de circulação rodoviária e o tráfego deverão ser reduzidos.

Hoje, cerca de duas dezenas de organizações, movimentos cívicos e coletivos de utilizadores de bicicletas participam numa vigília, pelas 19:00, no Campo Grande, junto ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa, onde foi atropelada uma jovem de 16 anos, na semana passada.

Segundo a FPCUB, estão ainda marcadas para a mesma hora vigílias em Aveiro, Braga, Évora, Faro, Guarda, Lisboa, Porto e Santarém.

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