A campanha #KuToo, um trocadilho com "kutsu" (sapato) e "kutsuu" (dor), e uma versão adaptada do slogan feminista #MeToo, foi concebido pela atriz Yumi Ishikawa e rapidamente ganhou o apoio de 19.000 pessoas.

As militantes dizem que é quase impossível escapar dos desconfortáveis sapatos de salto alto no trabalho, ou até mesmo quando procuram emprego.

"Hoje apresentamos um manifesto que pede uma lei que proíba os empregadores de forçar as mulheres a usarem saltos altos, o que é discriminação sexual e constitui assédio", disse Ishikawa (na imagem) aos jornalistas, após uma reunião com as autoridades do Ministério do Trabalho.

Ninguém do Ministério reagiu ainda ao pedido.

#KuToo. O movimento japonês pelo fim do uso dos saltos altos em contexto laboral
créditos: Charly TRIBALLEAU / AFP

Um tweet de Ishikawa que contestava a obrigação de usar saltos altos para conseguir emprego num hotel tornou-se viral, encorajando-a a lançar a campanha.

Em 2017, a província canadiana British Columbia proibiu as empresas de obrigarem as funcionárias a usarem saltos altos, descrevendo essa prática como perigosa e discriminatória.

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