Dois mil e dezoito foi o ano de viragem para a Bairrada no que toca à publicação mundial “Robert Parker - The Wine Advocate”. Foi a primeira vez que um vinho da região ultrapassou a fasquia dos 95 pontos: o eleito foi o néctar Nossa Calcário Baga tinto 2015, que chegou aos 96 pontos.

Agora, fazendo o balanço dos vinhos provados ao longo do atípico ano de 2020, a publicação voltou a destacar os rótulos da dupla Filipa Pato (enóloga) e William Wouters (marido de Filipa, sommelier e presidente da ASI – Association de la Sommellerie Internationale), sendo que o Nossa Missão Baga Pre-Phylloxera tinto 2016 não só obteve 95 pontos como foi catapultado para o “Top 100 Wine Discoveries 2020”.

Vinho da Bairrada integra top 100 da revista norte-americana “Robert Parker - The Wine Advocate”
créditos: Filipa Pato/Joana Pratas

O Nossa Missão Baga Pre-Phylloxera tinto 2016 foi, assim, um dos cem vinhos considerados como grandes descobertas de 2020 pela publicação norte-americana. Um (DOC) Bairrada entre três vinhos portugueses (ao Bairrada juntam-se dois Douro, o Porto Colheita 1940, da Casa Kopke, e o Proibido Grande Reserva tinto 2017 de Márcio Lopes) e 30 mil rótulos das mais variadas regiões vínicas do mundo, num total de 18 países. Os três foram distinguidos na categoria de “Age-Worthy”, que distingue rótulos em que vale a pena investir para guardar, o que significa que têm um futuro risonho pela frente.

Do Nossa Missão Baga Pre-Phylloxera tinto 2016 foram produzidas 490 garrafas de 750ml (150,00 euros) e 76 garrafas magnum. Como o nome indica, é um 100% Baga, com origem numa vinha pré-filoxera com 130 anos, plantada em solos calcários. Um vinho com estágio de 18 meses em apenas uma barrica usada de carvalho austríaco. Com pouco 12,7% de álcool, “é um tinto elegante e mais suave que o da colheita anterior. Acrescenta profundidade de boca ao já referido Nossa Calcário e ganha dimensão com o tempo, no copo e, sem dúvida, na garrafa – com grande potencial de envelhecimento. Um vinho brilhante que mostrará todo o seu esplendor e imponência com sete a nove anos de guarda”, lemos em comunicado.

“Um reconhecimento que nos deixa muito orgulhosos, porque sempre que um vinho ou produtor é reconhecido internacionalmente – ou no mercado nacional – é a Bairrada que deixa a sua marca (e território).”, afirma Pedro Soares, Presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada.

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