A propósito do Dia Mundial da Meningite e da Semana Europeia da Vacinação, deixamos o apelo: aposte na prevenção – em Portugal, temos múltiplas vacinas que ajudam a evitar os diferentes tipos de Meningite, seja em Programa Nacional de Vacinação ou extra-Plano Vacinal.

Rara, mas devastadora, a Meningite Meningocócica apresenta uma taxa de mortalidade demasiado elevada - em cada 10 casos há, pelo menos, uma morte. Mesmo em cenários de sobrevivência, 10 a 20% dos doentes ficam com sequelas graves e permanentes, como surdez, défice cognitivo, alterações neurológicas ou amputações de membros.

A meningite é uma inflamação das meninges, as membranas que revestem o cérebro e a espinal medula. Pode ser viral ou bacteriana, sendo esta última a mais frequente e a mais grave. A maioria dos casos tem origem na Neisseria Meningitidis, bactéria vulgarmente conhecida como meningococo, para a qual se conhecem seis serogrupos: A, B, C, W, X e Y.

Todos podem ser transmitidos por via aérea ou por proximidade física e, apesar de não ser uma doença frequente, o número de casos de Meningite com origem no grupo B tem aumentado em toda a Europa, tal como o grupo W, que tem apresentado um crescimento discreto, mas rápido.

Grupos de risco 

A maioria dos casos de meningite ocorre nos países industrializados e afeta, maioritariamente, bebés e crianças pequenas. Tem, também, particular incidência entre os adolescentes e os jovens adultos. No caso dos primeiros, o risco deve-se ao próprio sistema imunitário, ainda em fase de desenvolvimento. Por outro lado, os adolescentes e os jovens adultos são o grupo etário com a taxa de colonização mais elevada. A frequência de locais fechados como bares e discotecas, bares, os contactos próximos e, por vezes, íntimos, entre pares, a partilha de bebidas ou as viagens frequentes, típicas da idade, aumentam a probabilidade de transmissão e disseminação das bactérias.

Sintomas

Embora não seja garantia, a rápida identificação de alguns sinais pode fazer a diferença entre a vida e a morte. No caso da meningite, devemos ter atenção a febre, dor de cabeça intensa, náuseas e vómitos, irritabilidade, confusão mental, estado de cansaço extremo, agitação psicomotora, rigidez da nuca, erupções da pele e choro agudo.

Sinal de alarme, o rápido agravamento deste quadro é considerado uma emergência médica. O aumento da febre, a sensibilidade à luz e ao som metálico, o estado confusional, prostração, dor de cabeça e os vómitos intensos, sobretudo se acompanhados de rigidez da nuca e pelo aparecimento de manchas hemorrágicas na pele, devem levar à procura imediata de ajuda.

Sublinhe-se, no entanto, que nem todos os casos de meningite apresentam a totalidade dos sinais e que nem todos os sintomas aparecem pela mesma ordem. Muitas vezes – mais do que as que gostaríamos – só se detetam tarde demais, pelo que devemos estar particularmente atentos.

Aposte na prevenção

As vacinas estão entre os maiores avanços da Saúde Pública e são responsáveis pelo controlo, erradicação ou quase eliminação de algumas doenças. A Meningite não é exceção.

Devemos apostar sempre na prevenção desta e de outras doenças graves, não só pelo risco de fatalidade, como pelas consequências devastadoras que podem trazer – o desfecho de uma meningite é imprevisível, tal como o de tantas outras doenças.

Em Portugal, temos múltiplas vacinas disponíveis para prevenir os diferentes tipos de Meningite. Informa-se junto do seu médico sobre as diferentes opções e juntos poderão definir a melhor estratégia de prevenção.

Um artigo do médico Rui Costa, especialista de Medicina Geral e Familiar, Membro do GRESP - Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias/GRESP da APMGF.

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