“As recomendações de saúde publica têm um caráter evolutivo, até em função daquilo que são as novas recomendações das organizações internacionais, mas neste momento não vejo motivo para podermos alterar aquilo que tem estado a ser definido”, afirmou a ministra, na conferência de imprensa regular sobre a evolução da pandemia no país.

Reconhecendo que o tema da concentração de pessoas em espaços fechados “suscita a maior preocupação” e que as autoridades de saúde e o governo têm sido “muito cuidadosos” nas decisões sobre esta matéria, Marta Temido lembrou que os transportes públicos acumulam “um número significativo de pessoas” e representam espaços “fechados e de difícil arejamento”, preferindo prudência na reavaliação das medidas.

“É um facto que há estudos que apontam no sentido de que não haja causalidade direta entre as viagens de transportes públicos e transmissão da infeção, porque é difícil identificar uma causalidade direta, mas há um risco por si só nessa circunstância e temos, na fase atual que ainda enfrentamos na pandemia, de ter a maior das cautelas na apreciação de alternativas”, vincou, assinalando que “outros países” também adotaram restrições nos transportes.

A reação da ministra surgiu depois de Pedro Nuno Santos ter assumido, em entrevista à TSF e ao Dinheiro Vivo, que a limitação de ocupação dos transportes públicos “não é o problema” ao nível de possibilidades de contágio da covid-19 e que é “impossível” fiscalizar o cumprimento das restrições no uso de autocarros, comboios, metro ou barcos, que só podem circular com dois terços da capacidade de ocupação normal para permitir um distanciamento social seguro.

“É difícil controlar a lotação num comboio, por exemplo, de Sintra, que leva duas mil pessoas, que tem vinte e tal portas, quatro plataformas na estação,... Não conseguimos controlar, é impossível”, declarou o ministro, sublinhando que o executivo tem de “equacionar” o fim dos limites da capacidade máxima face à perspetiva de “problemas sérios de mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa".

Portugal contabiliza pelo menos 1.682 mortos associados à covid-19 em 48.077 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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