Um voluntário brasileiro de 28 anos, que participava na fase 3 de testes da vacina contra a COVID-19 da universidade britânica de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, morreu na sequência de complicações relacionadas com a doença, segundo um comunicado da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A nota de imprensa não especifica se o voluntário fazia parte do grupo que foi imunizado ou se era membro do grupo de controlo que recebeu um placebo. "A Anvisa reitera que, segundo regulamentos nacionais e internacionais de Boas Práticas Clínicas, os dados sobre voluntários de pesquisas clínicas devem ser mantidos em sigilo, em conformidade com princípios de confidencialidade, dignidade humana e proteção dos participantes", afirma.

"Em relação ao falecimento do voluntário dos testes da vacina de Oxford, a Anvisa foi formalmente informada desse facto a 19 de outubro de 2020", lê-se no comunicado.

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De acordo com o jornal brasileiro "O Globo", o voluntário era um médico de 28 anos que trabalhava "na linha de frente do combate à pandemia". O jovem morreu na passada quinta-feira por complicações relacionadas com a doença, refere o diário.

A Anvisa indica o ensaio clínico não foi suspenso e que o Comité Internacional de Avaliação de Segurança já recebeu todos os dados sobre o caso, dando luz verde para a continuação dos testes.

Segundo dados da Universidade de Oxford/AstraZeneca, até ao momento já foram "vacinados" cerca de oito mil voluntários no Brasil e mais de 20 mil pessoas em todo o mundo.

Doença alastra em Portugal

Portugal contabiliza esta quarta-feira mais 16 mortos relacionados com a COVID-19 e 2.535 casos confirmados de infeção com o novo coronavírus, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O número de novos casos divulgado hoje é o segundo maior desde o início da pandemia, depois de o recorde ter ocorrido em 16 de outubro, com 2.608 novos casos. De acordo com o boletim hoje divulgado, Portugal já contabilizou 106.271 casos confirmados e 2.229 óbitos desde o início da pandemia de covid-19.

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A pandemia de COVID-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 40,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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