No dia em que se assinala o Dia Mundial do Coração, a FMUP avançou à agência Lusa que este projeto terá início no próximo ano, contando com um investimento próximo dos 50 mil euros.

Em causa está estudar as células cardíacas de homens e de mulheres, com o objetivo de identificar os mecanismos biológicos específicos de cada sexo que se associam à disfunção endotelial e a doenças cardiovasculares, doenças essas que têm preocupado os especialistas por estarem “cada vez mais prevalentes na população portuguesa”, dizem.

“Uma melhor compreensão dos mecanismos moleculares e celulares associados à disfunção endotelial é de suma importância, pois pode fornecer pistas fundamentais para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas mais eficazes”, afirma a equipa liderada pela investigadora da FMUP e da Unidade de Investigação e Desenvolvimento Cardiovascular (UnIC), Rita Ferreira, citada em comunicado.

De acordo com a FMUP, a equipa de investigadores irá incidir sobre os mecanismos celulares e moleculares que estarão na génese de um tipo de insuficiência cardíaca que é mais prevalente em mulheres (cerca de 60%), principalmente na pós-menopausa.

“Até agora, as razões para essa predominância são pouco compreendidas, havendo estudos que apontam para o papel das hormonas sexuais”, lê-se na informação remetida à Lusa.

O projeto chama-se “Impacto do sexo na (dis)função endotelial para o tratamento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada”.

O objetivo é estudar células endoteliais microvasculares cardíacas provenientes de homens e de mulheres.

Serão avaliadas a função celular, mediadores associados ao stress oxidativo e à via do óxido nítrico, recetores de hormonas sexuais e suas vias de sinalização, utilizando técnicas de imunodeteção, e será realizada análise do proteoma.

Segundo avança a FMUP, com este estudo, é expectável que seja possível “identificar alvos moleculares para melhorar o tratamento deste tipo de insuficiência cardíaca, através de uma estratégia terapêutica personalizada”.

Este trabalho enquadra-se no âmbito do novo Laboratório Associado RISE — Rede de Investigação em Saúde: do Laboratório à Saúde Comunitária.

É um projeto financiado ao abrigo do último concurso de projetos de I&D em Todos os Domínios Científicos da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Marina Dias Neto, Raquel Costa, Francisco Vasques Nóvoa, João Sérgio Neves, António Barros, Fábio Sousa Nunes, Ricardo Fontes de Carvalho e Adelino Leite Moreira são os nomes dos investigadores envolvidos.

Já os hospitais envolvidos pertencem ao Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto, e ao Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho.

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