Um posicionamento semelhante ao que temos vindo a defender na Fundação Portuguesa do Pulmão: não nos cansamos de apelar à prevenção em todas as fases da vida. As vacinas são eficazes, são seguras e continuam a ser a melhor forma de prevenir doenças respiratórias graves como a pneumonia.

Segundo o Observatório Nacional das Doenças Respiratórias, em Portugal morrem, diariamente, 36 pessoas vítima de doenças respiratórias. 16 desses óbitos têm como causa a pneumonia. Pode ser contraída em qualquer lado e em qualquer altura do ano, e pode atingir todas as idades e classes sociais.

A pneumonia é transversal à sociedade e, nos casos de sobrevivência, pode deixar sequelas permanentes, que reduzem drasticamente a qualidade de vida. Bronquiectasias (deformação dos brônquios) e compromisso da função pulmonar são apenas dois exemplos, tal como a permanência de tosse, expetoração ou falta de ar. Podemos evitar grande parte das pneumonias e respetivas sequelas através de vacinação.

Como em qualquer doença, a aposta na prevenção é preferível à cura. Ao vacinarmos quem está mais fragilizado, estamos a investir em saúde, a prevenir eventuais internamentos e a reduzir significativamente o número de mortes. Um investimento individual com enormes vantagens para o colectivo.

A vacinação deve ser uma prioridade de todos ao longo da vida, mas é especialmente importante entre os doentes crónicos e para quem tem mais de 65 anos. Nunca, como no contexto atual, se falou tanto de prevenção. E nunca, como nos tempos que correm, percebemos a importância de proteger aqueles que estão mais vulneráveis.

No caso da vacina antipneumocócica, está recomendada pela Direção-Geral da Saúde e já está em PNV para as crianças e para os grupos considerados de maior risco, mas a sua eficácia está comprovada em todas as faixas etárias. Na idade adulta, basta uma dose – para quê correr riscos?

Será pneumonia?

Na impossibilidade de prevenirmos uma pneumonia, o ideal será conseguir detetá-la. Entre os principais sintomas encontramos tosse com expetoração, febre, calafrios, falta de ar, dor no peito quando se inspira fundo, vómitos, perda de apetite e dores no corpo. Todos estes sintomas são possíveis numa pneumonia e podem, inclusive, surgir como complicação de uma gripe.

No caso da gripe, devemos estar especialmente atentos a quadros que não apresentem melhorias, ou que vão piorando de forma continuada. Nos doentes mais idosos, devemos estar ainda mais atentos: muitas vezes os sintomas respiratórios são escassos e a pneumonia pode manifestar-se com sintomas gerais como alteração do comportamento, falta de apetite ou mais prostração.

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