Para assinalar o Dia Mundial da Pneumonia, o Movimento Doentes pela Vacinação (MOVA) organiza uma ação de sensibilização e aconselhamento sobre a doença. Hoje, entre as 09h00 e as 18h00, na Praça da Figueira, em Lisboa, esta organização disponibiliza gratuitamente espirometrias, oximetrias, testes de colesterol e glicémia e testes tabágicos, meios de diagnóstico que avaliam fatores que podem interferir com a nossa saúde respiratória.

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O apelo à prevenção é a grande mensagem deste movimento cívico português, que enviou para o local uma unidade de saúde móvel com uma equipa de profissionais. Além dos testes, os especialistas vão transmitir informação sobre a doença, explicar as principais formas de prevenção e esclarecer dúvidas que os portugueses possam ter. "A campanha é gratuita e dirige-se a toda a população, sobretudo, aos adultos com mais de 18 anos que sofram de algum tipo de doença crónica e a todas as pessoas com mais de 65 anos. O nosso principal objetivo é alertar a sociedade civil, a par da comunidade científica, para a importância de prevenir a pneumonia", justifica o Movimento Doentes pela Vacinação em comunicado.

O dia de hoje fica também marcado por um apelo ao Governo. "À semelhança do que já acontece com a vacina da gripe, consideramos fundamental que se torne também gratuita a vacina contra a pneumonia para pessoas com mais de 65 anos. Uma medida que, a realizar-se, ajudará cerca de dois milhões de pessoas, contribuindo para evitar uma média de 80 milhões de euros anuais, só em internamentos", asseguram as entidades responsáveis pelo MOVA.

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"Vivemos cada vez mais, mas queremos viver melhor. A prevenção de doenças potencialmente fatais, como é o caso da pneumonia, é fundamental para um envelhecimento saudável, com qualidade de vida", defende esta organização. "Numa altura em que a Comissão Técnica de Vacinação pondera a introdução de vacinas pediátricas no Programa Nacional de Vacinação e [num contexto em] que o Governo já manifestou intenção de reforçar o investimento na saúde de crianças e de idosos, profissionais de saúde e doentes pedem que se considere, também, a entrada da vacina antipneumocócica conjugada na idade adulta", sublinha o Movimento Doentes pela Vacinação no comunicado enviado às redações dos órgãos de comunicação social.

"As crianças já têm a gratuitidade da vacina antipneumocócica conjugada 13 valente desde 2015. Pela eficácia comprovada em todas as faixas etárias e pelo enorme potencial na redução das formas mais graves da doença, o MOVA considera que as pessoas com mais de 65 anos também devem ser vacinadas sem custos", pode ler-se no documento. Para sensibilizar a população, este movimento cívico apresenta ainda esta semana pequenos vídeos no Facebook.

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"Apesar de ser transversal à sociedade, há quem esteja mais vulnerável à pneumonia", adverte o Movimento Doentes pela Vacinação. É o caso das crianças ou adultos que apresentem doenças crónicas como a diabetes, a asma, a doença pulmonar obstrutiva crónica, a doença respiratória crónica, a doença cardíaca, a doença hepática crónica, os doentes oncológicos, os portadores de VIH [vírus da imunodeficiência humana] e os doentes renais. Por fazerem parte dos grupos de risco, têm indicação da Direção-Geral da Saúde para se vacinarem. Indivíduos a partir dos 65 anos, cujo sistema imunitário começa a ficar, naturalmente, mais fragilizado e suscetível a doenças infeciosas, também têm indicação médica para o fazer", sublinham.

A vacinação ao longo da vida é uma das bandeiras do MOVA, fundado há dois anos pela Respira. Para além da Fundação Portuguesa do Pulmão e do Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias (GRESP) da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, integra a Liga Portuguesa Contra a Sida, a Associação Portuguesa de Asmáticos, a Associação Portuguesa de Insuficientes Renais e Federação Portuguesa de Associações de Pessoas com Diabetes.

A Liga Portuguesa Contra o Cancro, a Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca e Associação Portuguesa dos Enfermeiros de Reabilitação também são parceiros. "Consideramos a vacinação antipneumocócica um direito fundamental e lamentamos que, por falta de informação, ainda estejam tantos portugueses por vacinar. Queremos contribuir para a prevenção consciente de uma doença grave e potencialmente mortal", alertam.

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