Foi estilista em Nova Iorque, onde chegou a ter algum êxito. No entanto, em determinada fase da sua vida, a moda deixou de ser a paixão que a movia, levando Vava Antar Pragya a cessar a sua atividade e fazer um retiro de autoanálise. Foi nessa altura que, num centro de meditação, conheceu aquele que viria a ser o seu marido. "Decidimos, pouco depois, mudar-nos para a Flórida e abrir um centro de meditação", explica.

Hoje, é responsável pela manutenção do jardim tropical de um centro de meditação em North Miami Beach, nos EUA, onde trabalha como jardineira. Com as novas funções, o seu portefólio, composto essencialmente por fotografias das muitas produções de moda que fez, foi parar à arrecadação, de onde apenas sairia após essa divisão ter sido inundada depois da passagem de um ciclone tropical em meados de 2017.

"Quando o furacão Irma chegou, eu estava sozinha. O meu marido estava a viajar. Foi esmagador", recorda. A casa, construída sobre palafitas, escapou à inundação mas a cave não teve a mesma sorte. Dando prioridade à recuperação da habitação, só meses mais tarde é que se preocupou com o que tinha na cave. Além de perder o que lhe restava da sua coleção de moda, constatou que o seu portefólio estava destruído.

Na altura, ainda tentou recuperá-lo e foi precisamente por tê-lo deixado a secar durante meses que acabou por descobrir verdadeiras obras de arte no lugar das fotografias originais, que depois da secagem passaram a coexistir com manchas de tinta desbotada, como pode comprovar de seguida na galeria de imagens que se segue. "Os padrões que se criaram [nas fotografias] são fantásticos", considera Vava Antar Pragya.

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