Entre as diversas receitas conceituadas de Bacalhau de Viana do Castelo (Bacalhau à Margarida da Praça, à Maria de Perre, à Moita, à Luziamar, à Santa Luzia, à Serra d’Arga, a S. Lourenço da Montaria, da Minha Mãe, à moda de Viana, à moda da Casa, cozido com batatas e hortaliça, da Consoada, roupa velha, de cebolada, de farinha, migado, assado, com broa, às postas, recheado, na brasa...), o presidente da Região de Turismo do Alto Minho elege o Bacalhau à Gil Eanes para representar devidamente o gadíneo. Segundo Francisco Sampaio, o nome do prato advém do navio Gil Eanes, da frota bacalhoeira de Viana. “Havia três tipos de matéria prima: o bacalhau fresco o bacalhau verde (também chamado bacalhau da "pana") e o bacalhau curado da seca de Viana”, relata aquele responsável. Como guarnição, “a batata era um luxo” a bordo, sendo o bacalhau acompanhado de feijão frade, grão-de-bico e outros “secos”.
A valorização de uma gastronomia baseada em produtos de agricultura e pecuária biológica foi encarada pelo XIV Congresso de Gastronomia do Minho, realizado no final de Março, como “uma janela de oportunidade para a manutenção da paisagem rural”.
Foi mesmo proposto que a gastronomia e a Montanha seja considerado um “case study”, tendo como objecto de estudo a Serra d’Arga. Já existem trabalhos de pós-graduação onde o Turismo Activo e o Desenvolvimento Sustentável, com uma agricultura e pecuária biológica, constituem uma “linha estratégica em que urge apostar, dando-se apoios à instalação de jovens agricultores conforme proposta da AJAP (Associação de Jovens Agricultores de Portugal)”, defende Francisco Sampaio.

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